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Setor imobiliário cresce no interior do Rio

segunda-feira, março 25th, 2013

O DIA

Rio - Cidades do interior do Estado do Rio estão se tornando cada vez mais a ‘bola da vez’ na atração de investimentos. A motivação vem do crescimento do setor de petróleo, de obras como o Complexo Petroquímico de Itaboraí e do Porto de Itaguaí. Empreendimentos residenciais, comerciais e hoteleiros mudam o desenho e a economia destas cidades e entram na planilha de recursos destinados pelas empresas do setor. Aliado a isso, o fato de as aplicações financeiras não oferecerem o mesmo atrativo de antes em rendimentos. Motivo pelo qual, segundo Ricardo Ranauro,diretor-presidente da Construtora Calper, os investidores de fundos continuam migrando para os imóveis.

“A perspectiva do mercado imobiliário é bem positiva, pois hoje o dinheiro não está rendendo como antes em aplicações financeiras e renda fixa. O investidor tem que buscar alternativas mais rentáveis, e o investimento imobiliário, principalmente suítes hoteleiras, flats e comerciais, tem se mostrado bem mais rentável. As cidades do interior com maior demanda neste momento são Macaé, Campos, Itaboraí e Itaguaí. Claramente por causa dos projetos do Porto e do Comperj, além da descoberta do pré-sal.”

Segundo ele, a Calper estudou o mercado de Macaé antes de conceber o complexo hoteleiro Nexus. O empreendimento tem Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 385 milhões e terá 1.828 unidades entre quartos de hotel e apart-hotel, além de 27 lojas.

Com PIB per capita de R$ 36 mil ao ano, Macaé passou de uma pequena cidade do interior a um dos maiores polos internacionais de negócios do país. Multinacionais como Shell, Texaco, BP e Repsol têm operações na cidade. O município cresceu 600% nos últimos dez anos.

“A falta de investimentos desse padrão nos levou a desenvolver o projeto em Macaé. O aumento populacional e da renda cria natural demanda de consumo de alto e médio padrão”, emenda Ricardo.

Ponte aérea

A BSB Musical, que inaugurou sua primeira franquia no Rio (a marca já tem 16 franquias no Brasil), lança amanhã campanha ‘Guitarre-se’, estampada pela modelo Francesca Leta – em parceria com a Condor, fabricante de guitarras. Ao fazer a matrícula na escola de música, o aluno que se inscrever em 2 cursos ou em 2 módulos do mesmo curso ganha a guitarra na hora. A campanha será veiculada na mídia impressa e na internet. Esperam o aumento de 30% nas adesões.

A BSB Musical é fruto do sonho de um jovem casal de Brasília que, em 1986, decidiu abrir uma escola de música. Desde sua fundação, a escola tem como filosofia o desenvolvimento e formação de músicos, bons ouvintes e apreciadores da música. Hoje, passados 25 anos, a escola chega a 16 unidades espalhadas pelo Brasil, além de ser a única escola de música particular do Distrito Federal a ter seus cursos reconhecidos e autorizados pela Secretaria de Educação de Brasília.

Reportagem de Érica Ribeiro

Lapa atrai escritórios com infraestrutura e proximidade com centro

sexta-feira, dezembro 28th, 2012

Folha de São Paulo
VENCESLAU BORLINA FILHO
DO RIO

Entre os antigos casarões da Lapa –conhecido bairro boêmio do Rio– começam a surgir prédios que darão espaço a sedes e escritórios de empresas que hoje precisam estar no centro da cidade, mas já não encontram espaço.

Morador da Lapa aprova transformação, mas teme a alta dos preço

Um dos exemplos é a Petrobras. A sede oficial da maior empresa brasileira vai ocupar quatro torres no local. Serão 189 mil metros quadrados de área construída e 1.700 vagas de estacionamento –o maior empreendimento do tipo na América Latina, prega a responsável pela obra, a construtora WTorre.

A mudança ainda não tem data para acontecer, mas não deverá ultrapassar o primeiro semestre de 2013. Diariamente, serão cerca de 1.500 pessoas a mais na região.

Bem próximo dali, a Even constrói um prédio para abrigar 177 novos escritórios de 20 a 77 metros quadrados e outro edifício com espaço para 140 salas e seis lojas.

Segundo a direção da empresa, o valor geral de venda dos dois empreendimentos soma R$ 117 milhões. No local serão instaladas empresas ligadas à Petrobras, à atividade petrolífera e à prestação de serviços.

De acordo com Fábio Terepins, diretor da Even no Rio, a infraestrutura de serviços, transporte público, facilidade de acesso a outras regiões da cidade e a proximidade com o centro motivaram os investimentos na Lapa.

“A ocupação da Lapa é uma tendência que vai seguir adiante porque vai interagir com o projeto do Porto Maravilha e por ser uma região que combina moradia e trabalho próximos”, disse o consultor imobiliário Rubem Vasconcelos, da Patrimóvel.

Segundo levantamento feito pela Secretaria de Urbanismo do Rio, de 2010 até setembro de 2012, foram emitidas 47 licenças para o bairro, sendo 17 para instalações comerciais. Ainda sobre as licenças, 15 foram para modificação de imóveis já construídos, enquanto 7 foram para reformas, 4 para construções e 4 para transformação de uso.

Segundo levantamento do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, 14.224 pessoas residem na Lapa.

O número de domicílios ainda é desconhecido da instituição. Segundo o Censo de 2010, o Centro do Rio tem 19.622 domicílios.

Tombados como patrimônio nacional, imóveis históricos do Rio sofrem com degradação e abandono

segunda-feira, dezembro 17th, 2012

Julia Affonso
Do UOL, no Rio de Janeiro

Há cerca de duas semanas, a Defesa Civil Municipal interditou, pela quarta vez em dois anos, o Asilo São Cornélio, na Glória, zona sul do Rio de Janeiro. No casarão número 6 da rua do Catete, construído em 1862 e tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a fachada da parte lateral caiu, e a frontal está começando a soltar. Por dentro, rachaduras, mofo e vazamentos não comprometem a estrutura. Ainda.

Em um passeio pelo centro e pela zona sul da cidade, é possível encontrar, além do asilo, diversos prédios históricos em degradação. Na maioria, há placas indicando obras (algumas ainda não iniciadas, outras paralisadas).

O casarão da Glória é um exemplo das centenas de imóveis abandonados na cidade. Na entrada do asilo, já não é mais possível ver as esculturas neoclássicas, trazidas pela Missão Francesa.

As peças, avaliadas em R$ 1 milhão, estão sob a guarda da empresa de saúde que aluga o imóvel, depois de terem sido roubadas e, posteriormente, recuperadas pela Polícia Federal, em novembro do ano passado.

“A Santa Casa de Misericórdia, dona do casarão, alugou o asilo para uma empresa de saúde, que queria transformá-lo em um hospital. Eles pagaram o primeiro aluguel e nunca mais fizeram nada. Enquanto a Santa Casa e a empresa brigam na Justiça, o asilo está abandonado. A fachada que segura as placas de mármore, na parte frontal, está começando a soltar. Se essas placas da frente caírem, vão matar um pedestre”, afirmou José Marconi, presidente do Conselho Comunitário da Glória. “Fizemos um levantamento com arquitetos e para recuperar toda a casa: nós precisamos de R$ 14 milhões. Acho que a empresa que “aluga” prefere que o casarão caia, para poderem construir o que quiserem depois.”

O Iphan é o órgão do governo federal responsável por proteger e preservar os patrimônios arquitetônicos do país. Ao tombar um imóvel, o instituto impede que ele desapareça, mantendo-o para as gerações futuras conhecerem o passado histórico do local. Apartir do momento em que é tombado, o bem não pode ser demolido e qualquer obra de manutenção, restauração e reforma tem que ser submetida a análise e aprovação do Iphan.

De acordo com o instituto, no entanto, a responsabilidade dos bens tombados é dos proprietários. Por isso, o asilo, que já foi abrigo de meninas órfãs descendentes de soldados mortos na Guerra do Paraguai, não receberá nenhuma restauração, além de possíveis obras emergenciais para evitar um futuro desabamento.

O Iphan só investe nos bens se for comprovado que o proprietário não tem condições financeiras. “O que não é o caso do asilo”, explicou a assessoria do instituto. A reportagem do UOL foi duas vezes até a Santa Casa procurar a direção, mas ninguém foi encontrado para comentar o caso.

Pelo telefone, o contato também não foi possível, pois o hospital estava com as linhas mudas. “Nós queremos transformar o asilo em umcentro cívico, com atividades culturais e órgãos da prefeitura disponíveis para os moradores do bairro resolverem pequenos problemas”, disse Marconi.

Imóveis históricos degradados

Asilo São Cornélio

Glória

Alugado para uma empresa que pretendia fazer um hospital; obra não foi autorizada. Abandonado há seis anos

Hospital São Francisco de Assis

Centro

Funciona com 40% de sua capacidade

Solar dos Abacaxis

Cosme Velho

À venda há dez anos, já foi invadido diversas vezes

Largo do Boticário

Cosme Velho

Abandonado, tem casas invadidas

Hotel Bragança

Lapa

As famílias que moravam lá foram expulsas. Está fechado e abandonado

Antigo Instituto de Eletrotécnica e Escola de Comunicação da UFRJ

Centro

Abandonado há sete anos, já esteve envolvido em projetos para ser o Museu do Carnaval. O Iphan pretende agora que seja o Centro Nacional de Arqueologia

Antiga Fábrica de Gás

Centro

A prefeitura cedeu para a Microsoft usar as instalações, mas nada foi feito ainda

Antigo solar do Visconde do Rio Seco

Centro

Tem uma placa do Sebrae informando que as obras serão feitas, mas nada acontece desde 2008

Casa de Portinari

Cosme Velho

Está fechada há anos, esperando um acordo entre os donos e a prefeitura para o pagamento de dívidas de IPTU

Conservação

No Brasil, casas, monumentos e outros bens podem ser tombados por entidades nacionais, estaduais e municipais. Um relatório da Comissão Especial de Patrimônio Cultural da Câmara de Vereadores do Rio, finalizado em dezembro do ano passado, revelou o risco de desabamento em 31 imóveis do município, tombados pelas três esferas governamentais.

“Os prédios ficam anos abandonados, alguém começa uma obra, para, e depois enrola tudo. Existe uma completa falta de interesse dos órgãos competentes em cuidar do patrimônio histórico. O maior exemplo disso é o Hospital São Francisco de Assis, da UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro]. Ele é o símbolo da falta de consideração com as políticas de preservação pública”, disse a vereadora Sonia Rabello (PV), presidente da comissão. “Ele é um prédio super hiper público, é escandaloso o abandono.”

Criado pela Princesa Isabel e fundado por D. Pedro II, em 1879, como um asilo para a população pobre da Corte, o prédio foi transformado em hospital, em 1920, e hoje funciona com 40% de sua capacidade.

O São Francisco foi um dos primeiros imóveis tombados pelo Iphan no Rio. Quem passa pela avenida Presidente Vargas, no centro, não acredita que o local é referência no tratamento do HIV no Brasil, responsável pelo atendimento de 20 mil pacientes por mês.

“Ele pode parecer morto por fora, mas está vivo por dentro. Quando o paciente entra no hospital, ele vê outro mundo. Não temos problema estruturais e nem dívidas. Algumas áreas estão desativadas, por conta foi deterioração dos telhados, mas nós vamos começar uma grande restauração do conjunto arquitetônico, em 2013″, afirmou Maria Catarina da Mota, diretora-geral do hospital, que não passa por obras há 40 anos. A próxima está avaliada em R$ 25 milhões. “Muita gente não conhece nosso trabalho, mas nós atendemos desde 1988. As crianças que nasceram com HIV naquela época são adultos hoje e continuam o tratamento conosco”, contou.

Os cuidados

De acordo com o IRPH (Instituto Rio Patrimônio da Humanidade), órgão criado pela prefeitura, em julho deste ano para substituir a Secretaria de Patrimônio Histórico, há na cidade cerca de 2.000 bens tombados e mais de 9.000 preservados pelo município.

“O centro do Rio é um dos centros urbanos mais antigos das Américas, por isso estamos concentrando nosso esforço nessa região. É muito comum o imóvel ter um inventário de 30 familiares, o que chamamos de cadeia sucessória, ou ser propriedade de entidades religiosas. Eles não têm pressa em equacionar as dívidas, têm um ritmo próprio. É complicado”, disse Washington Fajardo, presidente do IRPH. “Nós estamos com um projeto de Lei na Câmara para flexibilizar o uso de imóveis tombados e preservados. Se aprovado, vai ajudar bastante.”

Para a vereadora Sônia Rabello, além da falta de vontade política e de recursos destinados à conservação do patrimônio da cidade, existe uma nova mentalidade de valorizar a renovação e esquecer o passado histórico.

“A prefeitura destinou uma verba para o MAR (Museu de Arte do Rio), no porto, mas para um prédio e um grupo específicos. Os terrenos da cidade estão se valorizando e existe uma ideologia de que a cidade deve se renovar, com as obras que estão por vir. O Rio é o que é por conta dos símbolos da evolução histórica da cidade”, afirmou. “Desse jeito, nós vamos continuar indo pra Europa ver o antigo, enquanto aqui, viraremos a selva do novo.”

O Rio no topo do mercado

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

Cidade desbanca Brasília e passa a ter o metro quadrado médio mais caro do país

Ystatille Freitas / O Globo

RIO — E ficou mais barato comprar um imóvel em Brasília que no Rio. Ao menos temporariamente. No relatório de setembro divulgado semana passada pelo Índice FipeZap, a capital fluminense passou a ter o metro quadrado médio mais caro do país — o valor é de R$ 8.358, o que está 2,64% acima do custo registrado no Distrito Federal, que liderava o ranking desde a criação do indicador. No mesmo mês de 2010, o preço médio do metro quadrado na capital federal era 30% mais alto do que o do Rio. Esta forte inversão de valores é provocada, de acordo com especialistas, pela vinda dos Jogos Olímpicos e por causa dos investimentos em infraestrutura que estão sendo feitos na cidade.

— O preço médio do metro quadrado em Brasília sempre foi mais alto, devido à falta de terrenos no Plano Piloto e à alta concentração de renda— afirma o presidente do Cofeci, João Teodoro — No Rio, ainda há possibilidade de derrubar um prédio antigo ou construir em outras áreas. Os Jogos pressionaram o mercado, mas acredito que após este período haja retração.

Os dados do FipeZap expõem também o forte crescimento do valor dos imóveis — não só no Rio, como em todo o país — nos últimos anos. O preço médio do metro quadrado no Rio em setembro de 2010, por exemplo, era de R$ 5.098, o que representa aumento de nada menos do que 63,94%. Em Brasília, nestes dois anos, o valor passou de R$ 6.645 a R$ 8.143, em alta de 22,5%.

Histórias de quem teve que mudar de cidade

A mudança nos preços tem sido sentida por quem deixa o Planalto Central para morar na Cidade Maravilhosa. E vice e versa. O funcionário público Rogério Klein é um exemplo. Em 2007, quando saiu da Asa Sul de Brasília para morar na Zona Sul do Rio, considerava os preços dos imóveis na capital fluminense bem abaixo dos que eram cobrados no Plano Piloto:

— Em 2011, quando resolvi comprar o meu apartamento, em Copacabana, os preços já tinham triplicado. Passaram a ficar bem próximos dos valores do Plano Piloto.

Já o engenheiro João Marcelo Moreira fez o caminho contrário. Em 2010, o carioca se mudou para Brasília, mas por falta de dinheiro para comprar um apartamento no Plano Piloto, acabou fazendo de Águas Claras, a 19km da capital, seu endereço residencial. Depois de dois anos, resolveu voltar para o Rio. E se assustou:

— Os preços tinham subido tanto, que, para voltar para Jacarepaguá, tive que comprar um apê na planta, pelo dobro do valor do antigo.

Rio registra variações de preços maiores do que os de Brasília

A alta dos preços no Rio tende a permanecer em ritmo mais acelerado do que a de Brasília. O consultor do Fipe, Roberto Zac, chama a atenção para a taxa de valorização nas duas capitais de 2010 para cá: enquanto o preço do metro quadrado na capital fluminense sofreu uma valorização média mensal de 2,2%, o de Brasília registrou variação de 1%.

— Apesar da estabilidade da variação das taxas no Rio, no acumulado, ela continua alta, ainda não mostra um cenário de redução — explica Zac.

O resultado mensal explica a grande disparidade entre as duas capitais no acumulado de 12 meses. Entre setembro de 2012 e setembro de 2011, o índice FipeZap registrou uma variação positiva de 16,9% no Rio e de 4,60% em Brasília. Entre os meses de setembro imediatamente anteriores, a alta do indicador foi ainda maior: de 41,3% e 18,3%, respectivamente.

A variação de preços na capital fluminense começou a ser maior do que a de Brasília a partir do mês de outubro de 2010. E, desde agosto do ano passado, passou a apresentar um valor médio de metro quadrado mais próximo do registrado na capital federal.

— Os imóveis em Brasília sofreram uma valorização muito grande em 2007 e 2010, mas a partir de 2011, o mercado começou a se acomodar. O Plano Piloto inteiro dobrou de preço, mas manteve uma progressão razoável dentro da média histórica — afirma o presidente do Secovi-DF, Carlos Hiram Bentes David.

O diretor-regional da Rossi, no Rio e em Brasília, Rafael Cardoso, diz que esta alta do preços coloca a capital fluminense no patamar internacional. Ao contrário do pensamento do presidente do Cofeci, para quem depois dos Jogos os preços dos imóveis sofrerão uma retração, Cardoso acredita que o mercado da Cidade Maravilhosa, deve estar, atualmente, no mesmo patamar das grandes capitais do mundo.

— O Rio, há duas décadas, sofria um processo de degradação. Mas, hoje, a cidade está vivendo um movimento de retomada. Isso fez com que até o metro quadrado mais barato começasse a ganhar mais valor.

BNDES dobra para R$ 2 bilhões crédito para hotéis para Copa

quinta-feira, setembro 27th, 2012

Reforma do hotel Glória, no Rio, teve R$ 200 milhões aprovados.
Banco também estendeu até junho de 2013 prazo para pedidos.
Da Reuters

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quarta-feira (26) que dobrou para R$ 2 bilhões o orçamento do programa de financiamento à rede hoteleira para a Copa do Mundo, diante da grande procura por recursos. A carteira de pedidos de financiamento do BNDES pelo ProCopa Turismo já superou R$ 1 bilhão.

O banco já aprovou R$ 347 milhões dentro do programa, dos quais R$ 200 milhões para a reforma do Hotel Glória, na zona do sul do Rio de Janeiro e que foi comprado pelo empresário Eike Batista.

Os outros R$ 680,1 milhões estão em fase de análise ou consulta, disse o BNDES, que estendeu o prazo de entrada de pedidos de financiamento dentro do programa em seis meses, até 30 de junho de 2013.

Dos pedidos de financiamento ainda o sob análise, R$ 426,5 milhões são para a construção de novos hotéis. O restante destina-se à reforma e modernização de empreendimentos existentes.

Comprar imóvel em Miami pode ser mais vantajoso que no RJ

segunda-feira, setembro 24th, 2012

Diretor de uma das primeiras imobiliárias brasileiras a se instalar nos EUA destaca três vantagens em comprar imóveis em Miami

Priscila Yazbek, de Exame.com

São Paulo – A busca de imóveis em Miami por brasileiros já é tão comum que alguns empreendimentos estão se adaptando ao gosto do brasileiro e adotando o modelo de um apartamento por andar, muito buscado por aqui, mas incomum por lá. A informação é de Leo Ickowicz, diretor da Consultoria Elite International Realty, uma das primeiras imobiliárias brasileiras a se instalar nos Estados Unidos, há 23 anos. Ele afirma que o melhor momento para investir em imóveis no país foi no ano passado, mas ainda dá tem tempo de aproveitar as vantagens que Miami está oferecendo, como os retornos de aluguéis, que estão com a demanda alta, os juros mais baixos do que no Brasil e os preços dos imóveis, que podem ser menores do que no Rio de Janeiro, por exemplo.

Segundo dados da Miami Association of Realtors (Associação de Corretores de Imóveis de Miami) em 2011, do total de imóveis vendidos a estrangeiros, 12% foram adquiridos por brasileiros, que só não compraram mais imóveis que os venezuelanos, que respondem por 17% dos imóveis adquiridos. E para 2012, a Elite espera que os brasileiros apareçam como os principais compradores.

Ickowicz esteve recentemente no Rio de Janeiro e em São Paulo para duas rodadas de negócio e, segundo ele, as vendas de imóveis renderam 30 milhões de dólares. “O melhor momento para comprar foi no ano passado, mas agora ainda estamos em um bom momento, que deve durar mais seis a oito meses. Os americanos estão tão interessados nos brasileiros, que o padrão era de no mínimo dois apartamentos por andar e eles estão fazendo prédios de um por andar por causa da demanda do brasileiro e dos latino-americanos em geral, os próprios construtores tentam vender os imóveis falando isso”.

Veja a seguir as principais vantagens que o diretor da Elite International Realty destaca na compra de imóveis em Miami.

1) Valor dos imóveis

Segundo Ickowicz, o principal fator que leva os brasileiros a comprar imóveis no exterior é o valor. “Os preços dos imóveis nos Estados Unidos já estiveram 40% mais baratos do que no Brasil. Hoje eles já subiram um pouco, mas ainda é possível encontrar imóveis com preços 20% a 25% menores do que no Brasil”, afirma.

Ele conta que o preço do metro quadrado em Brickell e Aventura, as regiões mais buscadas pelos brasileiros em Miami, está entre 3.200 e 3.500 dólares, ou 6.480 a 7.087 reais (segundo cotação do dia 21 de setembro).

De acordo com o índice FipeZap de imóveis, em agosto, o valor médio do metro quadrado em seis capitais brasileiras e no Distrito Federal era de 6.799 reais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o metro quadrado médio custa 8.260 reais e em São Paulo 6.703 reais.

Apesar de, na média, os valores se equipararem, Ickowicz explica que um imóvel de luxo em Miami, com pé na areia, custa 10.000 dólares (ou 20,249 reais segundo a ctoação do dia 21 de setembro) por metro quadrado se comprado no lançamento. O valor pode ser mais baixo do que o de um apartamento parecido em regiões nobres do Rio de Janeiro. Pesquisa feita pela Fipe em parceira com a Lopes para a revista EXAME mostra que no Rio de Janeiro, o valor médio do metro quadrado de um apartamento novo em Ipanema, por exemplo, varia entre 35.000 a 36.000 reais.

O diretor da Elite ainda ressalta que em Miami e Orlando é fácil encontrar imóveis a partir de 200 mil dólares, entre 70 e 100 metros quadrados. “´E mais difícil encontrar imóveis por este valor e do mesmo tamanho no Brasil.”

2) Retorno do investimento

OO diretor da Elite International afirma que por causa da crise atual e principalmente pelo estouro da bolha imobiliária nos estados Unidos em 2008, os imóveis nos Estados Unidos não têm um forte potencial de valorização no curto prazo. Mas, ele acredita que a compra do imóvel no país para investimento pode fazer sentido pela valorização dos imóveis no longo prazo, que deve vir com a recuperação da economia americana, e também pelos retornos dos aluguéis, que estão com a demanda aquecida.

“Os moradores que perderam suas casas na crise agora estão morando de aluguel e por isso a demanda nunca esteve tão alta. Antes, nós demorávamos cerca de 30 dias para conseguir um inquilino e hoje, em uma semana, já é possível encontrar”, afirma Ickowicz.

Estudo de uma empresa de análise de tendência do mercado imobiliário dos Estados Unidos, a Local Market Monitor, mostra que em Miami o retorno médio do aluguel de prédios e casas em 2012 tem variado entre 6% e 6,4% ao ano. A empresa também estima um aumento de 14% no valor do aluguel nos próximos três anos

E de acordo com o Miami-Dade, órgão de Desenvolvimento Econômico e Comércio Internacional de Miami ligado ao governo americano, entre junho de 2011 e julho de 2012, as vendas em Miami aumentaram 15,3% e o preço médio subiu 16,3%.

Artigo do jornal The Miami Herald, que comenta o aumento da demanda por aluguéis no sul da Flórida, explica que algumas pessoas, por conta da crise, não estão conseguindo obter créditos para o financiamento por não terem uma condição financeira que as torne qualificadas para obter o empréstimo. E além disso, alguns também ainda não acreditam, por causa da crise, que este é o momento certo de comprar um imóvel.

No mesmo artigo, são citados dados da Real Estate Advisors LLC, consultoria voltada a investidores do mercado imobiliário, que mostram que na área central de Miami os valores dos aluguéis subiram 11% no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011.

3) Juros mais baixos

No Brasil, uma das taxas mais baixas para financiamento de imóveis é a praticada pela Caixa. Após as recentes reduções de juros, suas taxas passaram a 8,85% ao ano para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH - para valores abaixo de 500.000 reais) e 9,9% ao ano para os imóveis fora do SFH (acima de 500.000 reais).

De acordo com dados do Miami-Dade, as taxa de juro média cobrada para financiamentos de imóveis nos Estados Unidos é de 4,00% ao ano e em Miami, 4,01%.

Além de as taxas serem menores, Ickowicz afirma que é muito simples conseguir realizar um financiamento com bancos americanos, se o comprador comprovar que tem renda suficiente para comprar o imóvel. “O que o brasileiro precisa para financiar um imóvel nos Estados Unidos é provar que ele já tem 40% do valor do imóvel, provar que o seu rendimento suporta pagar seu padrão de vida no Brasil e a prestação de imóvel aqui e uma carta de referência de um ou dois bancos brasileiros comprovando o seu histórico de renda nos últimos dois anos”, explica.

Preço em Ipanema é 140% superior a São Paulo

quinta-feira, setembro 20th, 2012

Radar Imobiliário
20 de setembro de 2012
Claudio Marques

GUSTAVO COLTRI

O distrito de Moema, em São Paulo, que engloba a Vila Nova Conceição, e Ipanema, no Rio de Janeiro, compartilham o posto de áreas mais caras de suas respectivas cidades, mas os pontos em comum entre eles não vão muito além disso. O metro quadrado no charmoso endereço carioca é 140,33% superior ao verificado na nobre área da capital paulista, segundo dados da empresa de informações imobiliárias Geoimovel referentes a lançamentos de janeiro de 2011 a agosto de 2012.

A disparidade de preços deve-se principalmente à falta de terrenos disponíveis nas áreas tradicionalmente valorizadas da capital fluminense, na zona sul. Além de Ipanema, os bairros do Leblon, Jardim Botânico e Lagoa figuram na frente de Moema .

No Rio, há fila de espera entre os compradores para esses bairros. A quantidade de lançamentos é muito pequena”, diz o diretor corporativo do Geoimovel e da Amaral d’Avila Engenharia de Avaliações, Celso Amaral. Desde o ano passado, os cinco bairros mais caros da cidade receberam, juntos, apenas oito lançamentos e 156 unidades.

De acordo com o diretor da Urban Systems, Paulo Takito, apesar de São Paulo ter uma população de alta renda maior do que na capital fluminense, a elevada oferta paulistana não permite altas de preço tão expressivas. O desenvolvimento de áreas vizinhas aos Jardins, como Vila Nova Conceição, Itaim e Moema, por exemplo, evitariam a elevação de valores no tradicional bairro. “Aqui temos várias zonas sul. Lá eles têm uma. Há limitações por causa do mar, de um lado, e da montanha, de outro. “

O diretor comercial da Private Brokers Jardins da Coelho da Fonseca, André Souyoltgis, explica que, seja qual for a cidade, a predominância de edifícios antigos e sem áreas de lazer não incomoda o público classe A das áreas nobres. “As pessoas que moram nessas regiões não se preocupam muito com estrutura de lazer nos prédios, porque elas participam dos melhores clubes locais e elas têm outros imóveis para descanso e veraneio”, explica.

O crescimento do mercado no Rio ruma para o oeste, onde há terrenos disponíveis. A Barra da Tijuca, com o metro quadrado avaliado em R$ 6 mil, ocupa a 13ª posição entre os maiores preços. O bairro teve o maior número de unidades lançadas em um ano e meio, segundo o Geoimovel: 3.145 imóveis ao todo.

O vizinho Recreio dos Bandeirantes, por outro lado, é a bola da vez em número de lançamentos. Recebeu 43 novos empreendimentos e 2.475 unidades desde o ano passado, o que representa um quinto de toda a oferta no período. O metro quadrado de área útil por lá custa R$ 5,6 mil, o 14º do município.
“A Barra pode ser comparada ao Morumbi, porque ambos são bairros com extensões, que permitiam a expansão”, diz Souyoltgis.

Porto Maravilha. A renovação da área portuária do Rio atualmente em execução pela prefeitura local com participação da iniciativa privada deve dar gás ao mercado imobiliário carioca. Batizada de Porto Maravilha, a operação urbana prevê, entre outras medidas, intervenções em 70 quilômetros de vias e 650 mil metros quadrados de calçadas, além de ações paisagísticas e obras de infraestrutura.

”Toda essa preparação já vem sendo feita e é a base para a urbanização. A cada dia isso vai ficar mais visível. Até as Olimpíadas, com certeza o porto estará bem diferente”, diz o diretor da Urban Systems, Paulo Takito. Segundo ele, o projeto tem como objetivo transformar a região um polo autossustentável, alinhando-a a conceitos mais atuais de ocupação urbana. “O plano é desenvolver um novo centro equilibrado, onde a oferta de residências, serviços, lazer e educação estejam integrados.”

Takito acredita na vocação diversificada desse novo espaço, com empreendimentos tanto de perfil compacto quanto aqueles mais amplos, para uso familiar. Em dez anos, a operação prevê aumento da densidade demográfica na área dos atuais 22mil para cerca 100 mil habitantes.

“Os lançamentos ali já estão começando”, ressalta Celso Amaral. Um complexo com torres comerciais e hotel será lançado este mês na capital fluminense

Turistas já negociam 10% dos imóveis do Rio

sexta-feira, setembro 14th, 2012

UPPs e grandes eventos ajudam a explicar aumento da procura de apartamentos de alto padrão por paulistanos e outros ‘estrangeiros’
MÁRCIA VIEIRA - O Estado de S.Paulo

RIO - O lugar é tão lindo que Donata Meirelles, diretora de estilo da Vogue, dispensou qualquer arroubo nos móveis. “Tem de ser tudo muito simples. A grande decoração é a vista que a gente tem”, diz, encantada com o mar do Arpoador, aquela pontinha da Praia de Ipanema, no Rio, de onde se tem uma vista maravilhosa do Morro Dois Irmãos, no Leblon, e da Pedra da Gávea, em São Conrado.

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Fábio Motta/AEDecorador baiano mora em São Paulo, mas passa os fins de semana em Ipanema
Ela e o marido, o publicitário Nizan Guanaes, alugaram há seis meses o apartamento de Mônica Marinho, ex-mulher do empresário João Roberto Marinho, vice-presidente editorial das Organizações Globo. São 300 m² no 9.º andar de um prédio com varandas naquele pedaço da orla fechado a carros.

Os dois encabeçam a lista de paulistanos, mineiros, baianos e estrangeiros que incluíram o Rio na lista dos lugares onde é chique, muito chique, ter um pied-à-terre, como dizem os franceses para designar um cantinho fora da cidade onde moram. O casal vive em São Paulo, mas tem cobertura na Quinta Avenida, em Nova York, e apartamento no Quai D’Orsay, em Paris. “A gente queria muito estar no Rio.”

“O Rio está na crista da onda”, resume o paulistano Luigi Gaino Martins, que dirige no Rio a Lopes, maior grupo de intermediação e consultoria imobiliária da América Latina. Esses “forasteiros” já correspondem a 10% dos imóveis negociados na cidade. Em alguns lançamentos, como um residencial com serviços lançado pela RJZ Cyrela em Ipanema, eles correspondem a 35% dos compradores.

Razões. Tanto sucesso não é só porque a cidade vai ter Copa em 2014 e Olimpíada em 2016. “A pacificação de favelas com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi a maior responsável. O Rio nunca teve base tão sólida para explodir. E na raiz disso tudo está o resgate do orgulho do povo carioca”, diz Martins.

“O Rio virou sonho de consumo. E o maior desejo de quem vem de fora é achar apartamento em Ipanema, Leblon ou na Avenida Atlântica, em Copacabana”, diz Marcus Cavalcanti, dono da empresa que leva seu nome e há 30 anos negocia imóveis de luxo.

Se tiver vista, então, é o máximo. O decorador baiano David Bastos procurou dois anos pouso na cidade. “Mas o Rio está impossível. É o lugar mais caro do mundo”, exagera. Bastos, que tem escritório em São Paulo e assina casas chiques, queria apartamento com vista de cartão postal. Cristo Redentor, Pão de Açúcar, praia ou Lagoa Rodrigo de Freitas eram os visuais favoritos. Com o mercado carioca aquecido e os preços subindo, foi tão difícil achar o endereço certo que Bastos preferiu alugar.

Agora, passa fins de semana no seu apartamento de três quartos na esquina da Joana Angélica com a Vieira Souto. O mar de Ipanema está a seus pés. Da sala, ele admira as Ilhas Cagarras. Uma placa no prédio, onde também mora a escritora Danuza Leão, diz que Vinícius de Moraes viveu ali. O poeta nunca morou de fato no prédio, mas o frequentava por causa de uma namorada. Seja como for, a placa dá mais glamour. E David está amando fins de semana na cidade.”A vida no Rio é mais descontraída”, elogia.

Grupo compra 42 imóveis históricos de ordem católica no centro do Rio

quinta-feira, setembro 6th, 2012

Folha de São Paulo
DO RIO

O grupo Opportunity confirmou ontem a compra, por R$ 54,8 milhões, de 42 imóveis comerciais que pertenciam à Venerável Ordem Terceira de São Francisco (VOT), localizados no centro do Rio.

A maior parte deles está numa área tombada na rua da Carioca, onde são ocupados por lojas como A Guitarra de Prata (de 1887) e o Bar Luiz (no local desde 1927).

A ordem católica, criada em 1619, começou a se desfazer de parte de seus numerosos imóveis na cidade para saldar dívidas bancárias, tributárias, fiscais e previdenciárias.

“A operação era muito complexa juridicamente porque a ordem está numa situação difícil, com dívidas muito grandes”, disse Dório Ferman, presidente do Opportunity.
“Nós nos juntamos aos frades e demos apoio para eles conseguirem pagar os débitos que eles tinham com o poder público.”

Segundo o Opportunity, as dívidas da ordem relativas aos 42 imóveis somavam cerca de R$ 30 milhões.

Comerciantes que alugam os espaços demonstraram preocupação com a venda.

“Não sabemos o que está por trás”, diz Roberto Cury, da Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências.

“Eles terão de respeitar o tombamento, mas não quer dizer que não possam modificar internamente. Como há lojas que são contínuas, podem resolver fazer um shopping ali.”

O Opportunity reconhece a importância das lojas centenárias e afirma que não pretende desalojar os inquilinos.

“Nossa preocupação é ter o rendimento e melhorar a região, para poder preservar e ganhar mais com os aluguéis. Vamos exigir dos inquilinos uma boa manutenção. Eles deixaram degenerar muito”, disse Ferman.

Também haverá um reajuste dos aluguéis -segundo o Opportunity, eles estão na faixa entre R$ 7 mil e R$ 8 mil para lojas com cerca de 100 m², o que seria cerca de 50% abaixo do preço de mercado.

“Não é verdade. Há lojas ali pagando até R$ 10 mil, como o Bar Luiz. Agora eles vão querer aproveitar e explorar, vão querer aumentar o aluguel e quem não pagar vão despejar”, disse Cury.

Os inquilinos dos 42 imóveis farão reunião na segunda para discutir como agir.

Procurada pela Folha, a VOT não se manifestou.

Os 10 bairros onde o aluguel mais subiu no Rio de Janeiro

quinta-feira, agosto 9th, 2012

Veja quais foram os bairros que tiveram maior aumento no preço do aluguel em relação a meados do ano passado
Priscila Yazbek, de Exame.com

Mercado ainda aquecido

São Paulo - O Secovi (Sindicato da Habitação) do Rio de Janeiro divulgou quais foram os 10 bairros da cidade que tiveram a maior valorização nos preços de aluguéis entre julho de 2011 e julho de 2012. Na média, os aluguéis na cidade em julho estavam 28,6% mais caros do que em julho do ano passado. Os dez bairros com maiores altas de aluguel são todos bem localizados - na Zona Sul ou próximos ao Centro - ou serão beneficiados por obras relacionadas à Copa e às Olimpíadas - caso da Zona Oeste.

“O mercado de locação do Rio de Janeiro está muito aquecido, é uma boa oportunidade para quem investe em imóveis porque existem boas garantias de locação. Esta alta decorre de uma mudança conceitual: o ciclo de vida da família está se modificando, os jovens estão saindo de casa mais cedo, mais pessoas estão se separando e morando em casas diferentes, os idosos estão se mudando para ficar mais perto dos filhos e a locação é uma alternativa interessante nestes casos”, explica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio, Leonardo Schneider.

Para chegar ao resultado dos preços médios do metro quadrado do aluguel em cada bairro, o Secovi pesquisou as ofertas de locações divulgadas em jornais e portais imobiliários, que abrangem, segundo a entidade, 90% das ofertas ativas da cidade.

1. Centro

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 85,1%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 29,43

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 15,90

Motivações da valorização: Segundo Leonardo Schneider, o Centro era uma região preterida pela população, mas voltou a ser procurada depois do início de alguns projetos de revitalização. “Com toda a movimentação na região e com o projeto Porto Maravilha (de revitalização da área portuária) o Centro volta a ser procurado. E também, com as complicações no trânsito, as pessoas estão buscando moradias na região para facilitar o acesso ao trabalho”, comenta.
2. Méier

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 42,1%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 16,47

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 11,59

Motivações da valorização: Segundo Schneider, a zona norte no geral e o bairro do Méier em particular foram bastante beneficiados pela política de pacificação das favelas. Agora é mais seguro morar na região. “O bairro está sendo revitalizado e tem recebido diversos empreendimentos imobiliários. Hoje há uma quantidade considerável de imóveis”, diz. Ele também conta que o aumento da renda da população tem pressionado o crescimento da procura por aluguéis no tradicional bairro da Zona Norte carioca. “O Méier é uma boa alternativa para quem ainda não consegue morar nas regiões mais nobres por ter um bom custo-benefício”, explica.

3. Vila Isabel

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 28,4%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 21,87

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 17,04

Motivações da valorização: Conforme explica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio, o endereço da boemia na Zona Norte do Rio era muito traumatizado pelo tráfico de drogas no Morro dos Macacos. Com a pacificação da comunidade, o bairro de Noel Rosa voltou a ser valorizado. “É uma região muito próxima à Tijuca, muito bem localizada. Antes da pacificação, o valor do metro quadrado era baixo, e o bairro vivia em um completo abandono em matéria de investimentos imobiliários. Mas agora Vila Isabel vem sendo revitalizada”, diz Schneider.

4. Jacarepaguá

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +21,9%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 17,63

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 14,47

Motivações da alta: O bairro de Jacarepaguá, segundo Leonardo Schneider, tem alguns dos mesmos atributos que a Barra da Tijuca, mas é mais econômico. “Jacarepaguá fica na mesma reta que a Barra da Tijuca, mantém os padrões de empreendimentos da Barra, mas é uma opção com preços mais baixos”, diz. Ele também acrescenta que a região está aquecida por causa de projetos da Copa do Mundo e das Olimpíadas que estão sendo realizadas na Zona Oeste da cidade.

5. Lagoa

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +19,7%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 53,74

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 44,90

Motivações da valorização: “A Lagoa é um bairro muito central do Rio e tem um belo visual e alta qualidade de vida”, explica Leonardo Schneider. Ele atribui a valorização do bairro de alto padrão da Zona Sul carioca ao fato de a região ser tão agradável quanto Leblon e Ipanema e ainda assim ter valores de aluguéis mais baixos

6. Tijuca

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18,9%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 25,37

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 21,34

Motivações da valorização: A Tijuca, assim como os outros bairros da Zona Norte nesta lista, é outro caso de região beneficiada pela instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas favelas do bairro. “A Tijuca é cercada por morros e comunidades. Com a pacificação, o bairro ficou mais valorizado. É um bairro muito tradicional da cidade e tem as vantagens de ter bastante opção de comércio e acesso ao metrô”, explica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio.

7. Barra da Tijuca

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18,8%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 35,04

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 29,50

Motivações da alta: A valorização dos aluguéis na Barra da Tijuca pode ser explicada sobretudo pelo fato de o bairro da Zona Oeste ser um dos mais contemplados pelos investimentos relacionados à Copa do Mundo e às Olimpíadas, segundo Leonardo Schneider. “Diversos projetos estão previstos para o bairro, como os projetos de transporte. É o caso da nova linha do metrô, que ligará a Barra à Zona Sul da cidade, e alguns outros projetos que já chegaram, como o BRT, linha expressa de ônibus já em funcionamento que liga a Barra ao bairro de Santa Cruz. A região vive uma pujança econômica muito grande”, comenta.

8. Gávea

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: +18%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 49,88

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 42,27

Motivações da alta: De acordo com Leonardo Schneider, o bairro de alto padrão da Zona Sul é bem localizado, e agrada por ter opções de comércio e um shopping center. “É um bairro que também tem muitos artistas e formadores de opinião. Tudo isso acaba gerando maior procura pelo bairro e o torna uma alternativa à região do Leblon”, afirma.

9. Leblon

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 17,3%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 61,39

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 52,33

Motivações da valorização: De acordo com os dados do Secovi, o bairro da Zona Sul teve o maior preço médio do metro quadrado do aluguel em julho. Para Scheneider, a valorização do Leblon está muito associada a uma questão de status do bairro. “O preço do metro quadrado no bairro é muito alto, hoje é o carro-chefe do Rio de Janeiro. Todo mundo que tem dinheiro quer morar no Leblon. O bairro tem bons restaurantes, praia, segurança, opções de lazer e morar lá é uma questão de glamour”, avalia.

10. Ipanema

Variação do preço do m² entre julho de 2011 e julho de 2012: 16,3%

Preço médio do metro quadrado em julho de 2012: R$ 60,57

Preço médio do metro quadrado em julho de 2011: R$ 52,33

Motivações da valorização: Assim como Leblon, a vizinha Ipanema é um bairro mais voltado a pessoas com um padrão de renda mais elevado, segundo Schneider. “Ipanema é um bairro com comércio, muito tradicional, voltado a um público mais despojado, e muitos estrangeiros têm buscado locações no bairro, o que contribui para a valorização dos aluguéis”, justifica o vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi Rio.