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Shopping faz estudos para dobrar de tamanho

sexta-feira, novembro 9th, 2012

Valor Econômico - 09/11/2012

O Shopping Metrô Itaquera fica a 200 metros do estádio do Corinthians e sua direção faz estudos para dobrar de tamanho para suprir a nova demanda. Com 200 lojas, o centro comercial emprega 3,5 mil pessoas e atende outras 65 mil por dia, sendo 70% delas provenientes do metrô.

A expectativa do superintendente do shopping, Bruno Câmara, é de que até julho de 2014 o movimento cresça cerca de 40%. “Isso não tem a ver só com a Copa, mas com as transformações da região e do aumento do poder aquisitivo das pessoas”, afirma.

Hoje a renda média familiar do público do shopping é de R$ 2.898, segundo pesquisa da administradora, enquanto a média em São Paulo chega a R$ 5.544. Além de dobrar o número de lojas, o estacionamento do shopping, que também poderá ser utilizado por torcedores, passará de 2,5 mil vagas para 3,3 mil. “Caso o plano se concretize, abriríamos 2,5 mil postos de trabalho”, afirma Câmara.

Desde a inauguração em 2007, o crescimento do movimento no shopping é constante e chega a 20% ao ano. “É uma região carente de entretenimento e somos a única opção”, diz. Hoje o centro comercial dá curso de inglês para funcionários e lojistas e pretende, durante o mundial, montar uma estrutura de “fan fest” para que torcedores assistam aos jogos. “Seremos uma opção para quem for acompanhar alguém que vem ao estádio”, afirma.

Na principal rua de comércio de Itaquera, a Gregório Ramalho, os comerciantes também esperam melhora do movimento. A via é marcada pela presença de locutores de loja e por uma ponto de ônibus, onde há grande movimentação de pessoas. O comércio, no entanto, ainda se ressente da mudança de endereço, no fim de 2011, da subprefeitura, que ficava na rua, e atraía milhares de pessoas para o local. Com a transferência do prédio público, o movimento, segundo os comerciantes ouvidos pelo Valor, caiu cerca de 30%.

Na loja de Leandro Ferrari há produtos com a data de validade expirando, vendidos, de acordo com ele, a até 70% do preço de supermercados. “Só vendo o que é de graça”, diz ele, que também conta com um locutor que atrai os clientes na calçada e destaca as promoções da loja. Para a gerente de uma loja de malas, Cristiana dos Santos, a queda do movimento após a saída da subprefeitura da rua deve ser compensada pelo mundial de futebol. “Vamos receber muitos turistas, que vão querer comprar malas de melhor qualidade”, almeja.

Já o taxista Carlos Emídio, que trabalha em um ponto da rua, não acredita em maior movimentação por causa da presença de turistas na região. “Isso vai beneficiar só a região do estádio. Há muita ilusão com a Copa e para nós isso não vai mudar nada.”

Novo investidor aplica R$ 3,5 bi em shopping

segunda-feira, novembro 5th, 2012

Previ compra shopping e prédio comercial em projeto da Odebrecht
Por Ana Paula Ragazzi | Do Rio

Valor Econômico - 05/11/2012

Novas empresas de shoppings têm sido criadas com recursos de fundos de investimentos, de executivos do mercado e de tradicionais empresários da construção. Redução dos juros, resultados favoráveis dos shoppings e forte valorização do capital aplicado no negócio fizeram surgir novas sociedades no setor nos últimos três anos.

Nesse grupo estão a 5R Shopping Centers, criada por Edmundo Rossi, da Rossi Construtora, e a Vértico, braço do grupo WTorre, do empresário Walter Torre. Ex-sócio do Sonae Sierra, Henrique Falzoni, da Enplanta Engenharia, anunciou seu retorno ao mercado meses atrás e um grupo de ex-executivos da Brookfield Incorporadora, donos da WGL Administração e Participações, criou há pouco mais de um ano um fundo gerido pelo Credit Suisse Hedging-Griffo para construir shoppings para a classe C. Esse conjunto de empresas anunciou, desde 2010, cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos em 20 shopping centers em construção ou em fase de obtenção de licenças finais.

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, fechou a compra do shopping e de uma das torres corporativas do Condomínio Parque da Cidade, em São Paulo. O fundo pagará R$ 817 milhões para a Odebrecht Realizações Imobiliárias pela aquisição. O Parque da Cidade foi lançado em setembro como o maior empreendimento imobiliário de São Paulo, em área construída, e será erguido na Marginal Pinheiros, próximo do Morumbi. O complexo terá seis torres comerciais, duas residenciais, um shopping e um hotel, interligados por um parque.

“O Parque da Cidade está localizado em uma região que enxergamos como um provável novo centro comercial de São Paulo”, afirma o diretor de investimentos da Previ, Renê Sanda. Ele também destaca que o negócio é alinhado às necessidade de um fundo de pensão como a Previ, que tem visão de longo prazo e precisa de fluxo de caixa para pagar benefícios atuais e futuros dos seus participantes.

A aquisição, explica, segue a política de investimentos definida ano passado, que busca aumentar a diversificação de suas aplicações, saindo um pouco da renda fixa. O fundo não investe em empreendimentos residenciais, apenas corporativos e shoppings.

A Previ já possui investimentos em outros shoppings, como o Morumbi e o Barra Shopping, e pela primeira vez será dona de um - adquiriu 100% do que integra o empreendimento. “O retorno dos nossos investimentos em shoppings tem sido bastante expressivos”, afirma Sanda.

Paulo Melo, diretor regional da Odebrecht Realizações Imobiliárias, destaca que, fechado o investimento com a Previ, fica encerrada a busca por parceiros para a primeira fase do projeto. Já foram fechados investimentos para o hotel, um prédio de escritórios e uma outra torre corporativa. A construção deverá estar encerrada em 2016.

“Já conversávamos com a Previ há 18 meses, ates mesmo do início da implementação do projeto. Para nós ele é bastante especial e teve uma aceitação acima de nossas expectativas”, afirma Melo. “O Parque Cidade tem um conceito de sustentabilidade, de economia de água e energia, de ser um projeto também aberto à população e com uma integração com seu entorno, que lhe conferiu grande valor agregado”, diz.

A Previ também comenta que pesou para a decisão de investimento o fato de o projeto ter sido concebidos sob as certificações ambientais LEED, conferida pelo Green Building Council Brasil (GBC); e Aqua, de sustentabilidade imobiliária.

Dos recursos dispensados pela Previ, 90% virão do Plano 1, o seu plano de benefícios maior e mais antigo e que abriga os funcionários do Banco do Brasil admitidos até dezembro de 1997; e os 10% restantes virão do Previ Futuro, o plano mais jovem e em fase de acumulação de recursos. Os desembolsos serão realizados até 2015, dentro do cronograma das obras de construção do empreendimento.

Com a aquisição, a carteira imobiliária da Previ ultrapassa os R$ 8 bilhões, o que corresponde a 5% dos investimentos totais do Plano 1, da ordem de R$ 157 bilhões. Se somados as ativos do Previ Futuro, os recursos totais superam R$ 160 bilhões.

Os fundos de pensão podem investir até 8% no setor imobiliário. O crescimento de participação da Previ vem tanto de novos investimentos quanto da valorização dos que já estão em carteira. O segmento imobiliário da Previ tem apresentado retornos na casa de 20% a 30% ao ano desde 2008.

Shoppings investem no interior de São Paulo

segunda-feira, agosto 6th, 2012

Por Virgínia Silveira | Para o Valor, de São José dos Campos
Valor Econômico - 06/08/2012

A despeito da desaceleração da economia, os shopping centers do Vale do Paraíba estão investindo em projetos de revitalização e expansão dos seus espaços. A previsão de investimentos totais aplicados entre o fim de 2011 e este ano, por cinco shoppings da região, supera os R$ 600 milhões.

O maior investimento está sendo feito pelo Colinas Shopping, em São José dos Campos, que destinará R$ 252 milhões para triplicar de tamanho. As mudanças tiveram início este ano e as obras devem ser concluídas em 2014.

Em novembro, o grupo mineiro Tenco Shopping Centers inaugura o Via Vale Garden em Taubaté, com 201 lojas, seis salas de cinema e 1,5 mil vagas de estacionamento. Com um investimento de R$ 185 milhões, o empreendimento, localizado às margens da Via Dutra, terá uma área construída de 50 mil m2, distribuída em três pisos, onde vão se instalar sete lojas âncoras.

A onda de investimentos no setor de shoppings no Vale do Paraíba e litoral norte paulista teve início em 2011, com o anúncio de expansão do Center Vale, de São José dos Campos, que está consumindo R$ 100 milhões. “Estamos trabalhando para inaugurar o nosso projeto de ampliação no dia 31 de outubro, trazendo 60 novas lojas para o shopping, entre elas a primeira unidade da Zara no Vale do Paraíba”, disse o superintendente do Center Vale, Ricardo Nunes. O empreendimento pertence à Ancar Ivanhoe, uma das maiores companhias desse setor no Brasil.

Nunes estima a geração de mais de mil empregos no shopping após a expansão. E prevê um acréscimo de 15% a 20% no fluxo de visitantes. O Center Vale, que hoje recebe 850 mil pessoas por mês, passará a contar com 250 lojas.

Também no ano passado foi inaugurado o primeiro shopping da cidade litorânea de Caraguatatuba, pelo grupo Serramar. Com investimentos de R$ 70 milhões, o Serramar Parque Shopping foi projetado para ser o maior centro comercial do litoral norte de São Paulo, com 105 lojas, quatro salas de cinema e mil vagas de estacionamento.

O valor dos investimentos dos shoppings da região não inclui o Vale Sul, de São José dos Campos, que não divulga seus números. O empreendimento também está ampliando o número de lojas de 195 para 252. A primeira fase da expansão foi inaugurada em junho, um espaço de 17 mil m2, com 57 novas lojas. Nessa fase, segundo o shopping, estão sendo gerados 2,1 mil empregos. Com 7 mil funcionários -incluindo os mais de 4 mil da unidade da empresa de call center Atento instalada na área do shopping -, o Vale Sul recebe 1,2 milhão de pessoas por mês e é considerado o maior centro de compras do Vale do Paraíba.

A principal novidade entre os projetos de expansão dos shoppings da região é a construção de um centro de negócios certificado pela Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental, na sigla em inglês - o principal selo internacional de sustentabilidade para o mercado imobiliário) dentro da área do Colinas. Trata-se de uma torre com 25 pavimentos, sendo dois interligados ao shopping e 23 para escritórios corporativos e profissionais liberais.

As obras do centro de negócios, segundo o vice-presidente do Shopping Colinas, Emerson Marietto, serão iniciadas este mês e concluídas em 2014. Só para o projeto da torre, o executivo diz que investiu R$ 8 milhões.

Com a ampliação, o shopping terá 306 lojas em uma área de 160 mil m2, além de 1,6 mil novas vagas de estacionamento, totalizando 3.050 vagas. O empreendimento terá uma área construída total de 30 mil m2 e um heliporto.

O Colinas está situado em uma das regiões mais nobres de São José, com uma população primária de 270 mil pessoas. “Essa região da cidade está crescendo muito, com vários lançamentos imobiliários. O novo shopping que estamos construindo vai consolidar o Colinas como centro de referência na cidade em moda, gastronomia e entretenimento para um público diferenciado”, afirmou.

A ampliação está sendo feita junto com as obras de revitalização do shopping. Estas vão demandar um investimento adicional de R$ 20 milhões. “Teremos 27 novas lojas, sendo 13 de alimentação até o fim deste ano”, diz Marietto.

Ele ressaltou que o projeto de expansão do shopping demorou quatro anos para ser aprovado pela prefeitura local. “Estamos investindo entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões em obras viárias no entorno para facilitar o acesso e reduzir o impacto no trânsito local.”

Os recursos para a ampliação, de acordo com Marietto, virão do próprio caixa da empresa e da venda de ativos na área imobiliária. Somente com a venda do empreendimento Jardim do Golfe, por exemplo, um condomínio residencial de alto padrão no entorno do shopping, Marietto disse que espera obter R$ 220 milhões. O lançamento comercial está previsto para os próximos meses. Serão 452 lotes de alto padrão, numa área total de 450 mil m2.

Rodobens explica porque quer atuar com loteamento e shopping

quinta-feira, julho 26th, 2012

Em entrevista à EXAME.com, Marcelo Borges, conta que entrou no setor porque já tinha terrenos e pode conseguir margens de até 30%

Tatiana Vaz, de Exame.com
Rodobens: diversificar faz parte do processo de reestruturação da construtora

São Paulo – Nesta semana, foi a vez da Rodobens Negócios Imobiliários anunciar sua entrada no ramo de loteamentos urbanos, a partir da criação da empresa Rodobens Urbanismo, empresa que já nasce com um estoque de 2 milhões de metros quadrados. No mesmo dia, a construtora de imóveis de baixa renda também anunciou a criação de uma outra companhia, a Rodobens Malls – esta em sociedade com a Lumine Soluções e atuação focada em um segmento novo para a construtora até então: shoppings centers.

Em entrevista à EXAME.com, Marcelo Borges, diretor-presidente da Rodobens Negócios Imobiliários, explica o que motivou a criação das novas companhias e como a construtora fará para que as novas divisões não atrapalhem o negócio de construção.

EXAME.com - Por que resolveram entrar no segmento de loteamentos urbanos?

Marcelo Borges – Sempre fizemos empreendimentos grandes pra classe popular, e como o nosso tipo de negócio demandava a compra de terrenos extensos, optamos por entrar nesse segmento para diversificar nossa atuação. O fato da demanda por imóveis prontos estar em uma velocidade menor e a margem em torno de 30% do segmento de loteamentos foram outros fatores que pesaram nessa decisão – em construção, a margem média fica em torno de 10% e 15%.

EXAME.COM – Quais são as outras vantagens de entrar nesse setor?

Borges - Loteamentos exigem menos investimentos e uma exposição de caixa também menor. Esse tipo de negócio dá uma carteira mais de longo prazo pra gente. Além disso, o mercado de loteamento sofre menos oscilação do que o de incorporação porque é outro tipo de público e funciona muito bem no interior do país. Trata-se de um negócio totalmente alavancado.

EXAME.com – A abertura da Rodobens Malls também é uma forma de diversificar?

Borges – Com certeza. Mas nesse segmento, optamos por entrar em sociedade com a Lumine Soluções, que deterá 0,01% do negócio, já que a empresa tem muito mais experiência nisso e poderá cuidar da parte de contato com lojistas, administração e planejar um mix de lojas. Sem essa parceria, demoraríamos em ter o conhecimento do setor, além do que achamos mais seguro fazer isso com alguém já experiente neste setor.

EXAME.com – Como funcionará a sociedade?

Borges – Nós entraremos com os terrenos e cuidaremos das aprovações e licenciamentos, enquanto que a Lumine entrará com o serviço de desenvolvimento e inteligência de mercado. O sócio também terá 4% do valor dos projetos que fizermos juntos na área de shopping. Também estamos diversificando na área de construção. Este ano, voltamos a fazer a opção de empreendimentos econômicos de até 500.000 reais, como uma maneira de diminuir nosso risco em apostar apenas em imóveis enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida, como fizemos até o ano passado.
EXAME.com - Quanto foi investido em cada um dos novos negócios?

Borges – Não precisamos desembolsar mais recursos para compras de terrenos, já que estamos criando as empresas a partir de terrenos que tínhamos em estoque, como ativos ocultos, sem termos feitos previsão de unidades residenciais atreladas a eles. Para a divisão de shopping, vamos disponibilizar 290 mil metros quadrados de área bruta, com 22 áreas. Na parte de loteamentos, teremos oito áreas totalizando dois milhões de metros quadrados.

EXAME.com - Como a ideia de foi desenvolvida dentro da Rodobens?

Borges – A empresa passou por uma grande reestruturação no ano passado e uma das oportunidades que nos foi levantada foi a de diversificar o aproveitamento dos nossos terrenos em estoque. Porém amadurecemos a ideia mesmo nos seis primeiros meses deste ano, já planejando como e de que maneira iríamos colocar as novas divisões em prática.

EXAME.com - Quanto as novas empresas podem atrapalhar ou ajudar nos resultados da Rodobens?

Borges - Como as empresas não demandam caixa nem nada, nesse momento investir nessas duas novas áreas só vai acelerar os ganhos que traremos para a empresa e os acionistas. Se tivéssemos de investir em terrenos e concentrar uma energia adicional nos projetos seria outra coisa. Não é esse o caso. Já temos terrenos e experiência, vamos é potencializar terrenos que já estavam em nossos balanços. Nosso desafio será mostrar aos acionistas que se trata de um projeto em que só temos a ganhar em longo prazo, com margens maiores.

EXAME.com – Como as empresas funcionarão dentro da Rodobens?

Borges – A parte de loteamento será toda coordenada dentro da Rodobens, já que temos experiência e pessoas especializadas no assunto dentro da empresa. Já a Rodobens Malls será praticamente toda operada pela nossa sócia nessa divisão. A administração do negócio, que inclui financeiro, recursos humanos, jurídico e outras áreas, será tocada por uma diretoria da Rodobens que cuida de todos os negócios do grupo. A Urbanismo terá o mesmo conselho da RNI. A Malls terá um conselho próprio de investimentos.

EXAME.com - A nova incorporadora competirá de igual com a Alphaville, da Gafisa, e Urbamais, da MRV? Quais os diferenciais competitivos?

Borges – Há anos nós trabalhamos com loteamento urbanístico em grande escala, para grandes áreas. Temos bastante experiência no ramo. A Alphaville também está no setor há bastante tempo, mas seu foco é diferente, voltado mais para público de alta renda. Nosso foco será trabalhar com média renda a partir de lotes entre 250 a 300 metros quadrados na região do Centro-Oeste, e estados de São Paulo, Minas, Paraná e Santa Catarina. Queremos cidades acima de 150 mil habitantes e nosso intuito é analisar o que cada cidade tem para resolver e o que podemos oferecer.

EXAME.com – Você consegue mensurar alguns resultados da reestruturação?

Borges – Fizemos uma série de melhorias neste período com o intuito de melhorar nossas margens. Tiramos da carteira 3.000 clientes sem condições de quitar os imóveis comprados de nós e repassamos esses bens a outros clientes e estabelecemos novas políticas de crédito para nos arriscarmos menos nesse sentido.

Na parte de vendas, fizemos um reajuste dos orçamentos das obras com ajuda de uma auditoria externa e enxugamos 200 posições de nosso quadro de funcionários (hoje a empresa conta com 200 empregados diretos) depois de redesenhar e melhorar processos da nossa operação. Como resultado, saímos de um prejuízo de 17 milhões de reais, no primeiro trimestre de 2011, para um lucro de 5,5 milhões de janeiro a março deste ano.

Prefeitura abre processo para fechar o shopping Paulista

sexta-feira, junho 22nd, 2012

Folha de São Paulo

ROGÉRIO PAGNAN EVANDRO SPINELLI DE SÃO PAULO

A Prefeitura de São Paulo abriu ontem processo de cassação da licença de funcionamento do shopping Pátio Paulista, na Bela Vista, região central da capital.

Empresa não comenta a abertura de processo de cassação de alvará
Prefeitura diz que colunista da Folha foi injusto com Kassab

Também foi aplicada uma multa de R$ 427,8 mil para as empresas responsáveis pelo estacionamento e pelo lava-rápido que funcionam no empreendimento. A prefeitura não divulgou os nomes das empresas.

O processo foi aberto porque foram detectadas pela Subprefeitura da Sé irregularidades com os estacionamentos do shopping, o interno e o externo, que vinham funcionando sem alvará.

Além disso, o empreendimento mantinha um número de vagas inferior ao exigido pela prefeitura.

Parte do estacionamento principal é ocupado por um lava-rápido, também sem alvará de funcionamento.

O Pátio Paulista é o segundo shopping a sofrer fiscalização e a receber processo de cassação de alvará pela prefeitura nesta semana.

O primeiro foi o shopping Pátio Higienópolis, onde o estacionamento principal também está operando sem licença de funcionamento.

Os dois shoppings são investigados pelo Ministério Público. A suspeita é que ambos passaram a funcionar graças ao pagamento de propinas, entre outras pessoas, ao vereador Aurélio Miguel (PR) e ao ex-diretor do Aprov Hussain Aref Saab.

Conforme o “TV Folha” revelou no mês passado, Aref adquiriu 106 imóveis nos pouco mais de sete anos em que ele dirigiu o Aprov, setor responsável pela aprovação de empreendimentos de médio e grande portes.

Ontem, o Ministério Público ingressou na Justiça com um pedido de quebra dos sigilos fiscais e bancários de Aref e de empresas suspeitas de participar do esquema de pagamento de propina a agentes públicos, inclusive acionistas dos dois centros de compras.

As fiscalizações da prefeitura foram iniciadas após a Folha publicar entrevista com Daniela Gonzalez, ex-diretora financeira da BGE, empresa do grupo Brookfield, que administra shoppings.

Ela diz que a BGE pagou propinas para conseguir a liberação de shoppings -entre eles o Pátio Paulista e o Pátio Higienópolis.

Este último também é investigado, pelo município e pela Promotoria, sob a suspeita de ter apresentado um contrato falso de dois estacionamentos com 470 lugares.

Daniela afirma que os contratos apresentados são falsos e só foram aceitos mediante propina.

MOOCA

Também foi multado ontem o shopping Mooca Plaza, em R$ 205 mil, por funcionar sem licença.

O local tem 30 dias para legalizar a situação. Caso isso não ocorra, o município abre um processo de interdição.

Colaborou MARCELLE SOUZA

Brookfield nega pagamento de propina para liberar shoppings

quinta-feira, junho 14th, 2012

Empresa diz que “desconhece os supostos atos de suborno e corrupção para com o poder público divulgados hoje” pela Folha de S. Paulo

Daniela Moreira, de Exame.com

São Paulo - A Brookfield Gestão de Empreendimentos enviou um comunicado à imprensa dizendo que “desconhece os supostos atos de suborno e corrupção para com o poder público divulgados hoje” pela Folha de S. Paulo.

Em reportagem veiculada pelo jornal nesta quinta-feira, a ex-diretora financeira do grupo BGE, Daniela Gonzalez, afirmou que a empresa que administra vários shoppings pagou propina a Hussain Aref Saab, ex-diretor de aprovações de prédios da prefeitura, e ao vereador Aurélio Miguel (PR).

Daniela disse ao jornal que a empresa teria pago 1,6 milhão de reais em propinas entre 2008 e 2010 para liberar obras irregulares nos shoppings Higienópolis e Paulista, em São Paulo.

No comunicado à imprensa, a Brookfield afirmou classificou as informações como “especulações e denúncias infundadas feitas por uma ex-diretora que, por ter praticado uma série de irregularidades durante sua gestão, está sendo alvo de uma investigação criminal”.

Veja o comunicado na íntegra:

“A Brookfield Gestão de Empreendimentos S.A. gostaria de reforçar que desconhece os supostos atos de suborno e corrupção para com o poder público divulgados hoje, que decorrem de especulações e denúncias infundadas feitas por uma ex-diretora que, por ter praticado uma série de irregularidades durante sua gestão, está sendo alvo de uma investigação criminal.

Daniela Gonzalez ingressou na BGE em meados de 2008, tendo permanecido no Grupo até 2010, quando foi demitida no mês de abril, por ter concedido um aumento de salário a si própria. Após a sua demissão, teve início uma apuração de certos atos por ela praticados durante sua gestão, que culminaram na instauração de um inquérito policial para apuração da responsabilidade penal de Daniela Gonzalez, de seu marido Paulo Ricardo Junqueira de Assis, e de outros terceiros que teriam atuado como “laranjas”, em um esquema que inclui a operação de lojas em nossos empreendimentos em condições que não são usuais de mercado e, ainda, empresas prestadoras de serviços que receberam pagamentos sem terem efetivamente desempenhado qualquer atividade. A autoridade policial representou pela quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de todos os envolvidos, tendo o Ministério Público opinado favoravelmente. Atualmente o referido inquérito policial se encontra em segredo de justiça.

Daniela Gonzalez move, ainda, uma Reclamação Trabalhista em face da BGE, na tentativa de obter indenização por verbas trabalhistas, supostamente não pagas, e por danos morais. Os pedidos são infundados, tendo a BGE, inclusive, ingressado com uma “Reconvenção” em face de Daniela Gonzalez, de modo a cobrar dela o devido ressarcimento pelas irregularidades praticadas e prejuízos causados.

A BGE sempre manteve uma reputação ilibada em todos os mercados em que atua, desconhecendo supostos atos de suborno e corrupção para com o poder público, e não hesitará em tomar todas as medidas adicionais que se fizerem necessárias em face da Daniela Gonzalez, além daquelas já adotadas, de modo a preservar sua imagem e reputação.”

Empreiteiro quer ajuda de Lula para abrir shopping JK, em SP

quarta-feira, maio 16th, 2012

Folha.com
FOLHA DE SÃO PAULO

O empresário Walter Torre, da empreiteira W/Torre, quer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interfira junto ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD-SP), para que seja liberada a abertura de seu shopping, o JK Iguatemi, na Vila Olímpia, em SP.

A informação é da coluna Monica Bergamo publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A coluna completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Desde março, o shopping está proibido de abrir as portas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil, até que conclua obras viárias exigidas pela prefeitura para minimizar o impacto que causará ao trânsito. No fim do mês passado, a Justiça negou pedido para obter um termo provisório (TRAP) que permita a inauguração.

Torre diz que 3.500 funcionários podem ser demitidos. “Com as lojas fechadas, eles não têm onde trabalhar.”

Cyrela Commercial desenvolve novo shopping em Goiânia

segunda-feira, maio 7th, 2012

Empresa terá 85% no projeto, que deverá ser lançado no primeiro semestre de 2014

Firas Freitas, de Exame.com

Projeto espaço para 205 lojas, 10 salas de cinema e 2.300 vagas cobertas de estacionamento

São Paulo - A Cyrela Commercial Properties (CCP) iniciou o desenvolvimento do Shopping Cerrado, na cidade de Goiânia (GO), segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A previsão de entrega do projeto foi planejada para o primeiro semestre de 2014.

O projeto conta com uma área bruta locável (ABL) de aproximadamente 32.500 metros quadrados em um terreno com área total de 62.500 metros quadrados. O espaço tem capacidade para 205 lojas, 10 salas de cinema e 2.300 vagas cobertas de estacionamento.

O Shopping Cerrado está localizado em frente para a Avenida 24 de outubro, um dos principais polos de comércio da cidade, e para a Avenida Anhanguera, principal eixo de ligação entre as regiões Leste-Oeste.

O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Grupo Odilon Santos. A CCP, segundo a nota, terá uma participação de aproximadamente 85% no empreendimento, sendo a responsável pelo desenvolvimento e administração do shopping.

Justiça decidirá no dia 10 sobre a inauguração do Shopping Iguatemi JK

terça-feira, abril 3rd, 2012

Centro de compras só poderia abrir após a execução das obras para amenizar o impacto viário

SÃO PAULO - No próximo dia 10, nove dias antes da data marcada para a inauguração do novo Shopping Iguatemi JK, no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Nações Unidas, no Itaim-Bibi, zona sul da capital, desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo vão decidir se o empreendimento vai poder abrir ao público antes de concluir a obra do viaduto necessário para desafogar o trânsito da região. Serão 7,7 mil vagas para estacionamento e previsão de 17 mil visitantes por dia.

No dia 15, a Justiça proibiu, em caráter liminar (provisório), que o shopping abrisse as portas em abril. Caso houvesse desobediência, o shopping teria de pagar multa diária de R$ 500 mil. Dias depois, a construtora WTorre entrou com recurso, mas não conseguiu reverter a decisão. O futuro do novo shopping vai ser decidido novamente dia 19.

No entendimento do desembargador Vicente de Abreu Amadei, relator da 1º Câmara de Direito Público do TJ, os construtores não concluíram obras exigidas pelo município para amenizar o impacto viário que o novo empreendimento irá causar à região. São quatro as intervenções viárias exigidas: a construção de um viaduto a partir da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, a implementação de um quarta faixa de tráfego em um trecho da Marginal do Pinheiros, o prolongamento da ciclovia que margeia o rio e a construção de uma passarela para interligar a faixa exclusiva para bicicletas ao Parque do Povo. Segundo o shopping, faltam apenas 200 metros para a ciclovia ser totalmente concluída. As demais obras ainda estão em fase de projeto. O custo estimado é de R$ 42 milhões.

Pela decisão de Amadei, o shopping só poderia abrir após a execução total do projeto. E, caso a Prefeitura permitisse o funcionamento sem essas exigências, também seria submetida ao pagamento de multa de R$ 20 mil por dia. O pedido para impedir a abertura do empreendimento partiu da promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público.

Aliansce vende terreno no Rio de Janeiro

sexta-feira, junho 17th, 2011
Área foi vendida por 69 milhões de reais; o valor é 37,9% superior ao que a empresa pagou em novembro de 2010
Beatriz Olivon Exame.com

São Paulo - A Aliansce Shopping Centers vendeu área na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro) próxima ao Via Parque Shopping por 69 milhões de reais. A empresa havia comprado a área em novembro de 2010, por um valor 37,9% inferior, para aumentar a área bruta locável (ABL) potencial e o número de vagas de estacionamento do shopping Via Parque, que fica próximo a esse terreno.

A empresa decidiu vender a área por causa do interesse de outros grupos nela, dispostos a pagar mais do que a Aliansce desembolsou pelo terreno, segundo a empresa. “O ganho com a venda tornou financeiramente atrativa a busca por outras opções para a expansão do Via Parque Shopping”, informou a empresa, em comunicado ao mercado. A empresa pagou 50 milhões de reais pela área, em novembro. O pagamento total dos 69 milhões de reais será realizado até 2013.

O Via Parque Shopping possui 53.904 metros quadrados de ABL, 200 lojas, e um estacionamento com 1.850 vagas. O shopping está 99,5% locado e atende a um público de 700 mil clientes por mês com um fluxo de 210 mil veículos.

Atualmente, o shopping passa por uma expansão que agregará 4.719 metros quadrados de ABL em 2011 e mais 3.163 metros quadrados de ABL em 2012, segundo a empresa. 

A Aliansce Shopping Centers é e a segunda maior administradora de Shoppings do Brasil em número de shoppings administrados, dentre as empresas de capital aberto do setor.