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10 novidades do Windows 8

quinta-feira, novembro 8th, 2012

PCs e tablets com o Windows 8 começam a ser vendidos
Veja as novidades

O Windows mais radical

Depois de 26 anos no mercado, o Windows passa por uma de suas transformações mais radicais. A Microsoft lança, nesta quinta-feira, o Windows 8, que traz uma interface totalmente nova, projetada principalmente para uso em telas sensíveis ao toque. Tanto o software avulso como os PCs e tablets equipados com ele começam a ser vendidos à zero hora de sexta-feira, no Brasil e em outros países. O sistema avulso será oferecido por download e em embalagens como a desta imagem. Confira, nas próximas páginas, dez detalhes sobre o novo sistema operacional.

1. Nova interface gráfica

O Windows 8 apresenta, ao usuário, um ambiente de trabalho completamente novo. Ele tem uma tela inicial com blocos (em inglês, “tiles”) que representam aplicativos, fotos, documentos e outros itens. Se o espaço na tela não for suficiente para exibir todos eles, ela pode ser rolada horizontalmente. A nova interface era inicialmente chamada de Metro, mas a Microsoft abandonou esse nome e, agora, se refere a ela como Modern (moderna). Apesar de ser adequada para uso em tablets, a nova interface deve deixar os usuários perdidos no início.

2. Ícones vivos

Os blocos que aparecem na tela inicial do Windows 8 são funcionais, ou seja, exibem informações correspondentes a cada aplicativo. Notícias, mensagens, previsão do tempo, relógio e calendário são alguns exemplos do que pode aparecer neles. O usuário ligar e desligar cada bloco, escolhendo os que vão exibir informações e aqueles que permanecerão estáticos.

3. Barra de “charms”

O Windows 8 não tem o menu Iniciar, que fazia parte do Windows desde 1995. Algumas das suas funções foram deslocadas para a barra de “charms” (literalmente, “encantos”), uma barra de ferramentas que aparece à direita na tela. Ela oferece opções de configuração, busca (em uso nesta imagem) e outras.

Há três maneiras de ativar a barra de charms. Num tablet, isso é feito deslizando-se o dedo da direita para a esquerda. Num PC, o caminho mais prático é teclar Win+C (a tecla com o símbolo do Windows junto com a letra C, de charm). Outro caminho é mover o cursor do mouse para um dos cantos à direita.

4. Multitarefas

O Windows 8 permite dividir a tela em duas partes e ver dois aplicativos ao mesmo tempo nela. Isso torna fácil transferir informações (copiando e colando textos e imagens) de um app a outro. É um recurso que não existe no iPad e nem na maioria dos tablets com Android. Mas a Samsung implementou uma função parecida em seu tablet Galaxy Note 10.1. Nesta imagem, por exemplo, a tela está dividida entre um mapa e um app de mensagens.

5. Redes sociais

O Windows 8 tem um gerenciador de contatos chamado, em inglês, People Hub. Ele integra informações do Facebook, do Twitter, dos sites da Microsoft e, nas empresas, do servidor de e-mail Exchange. O aplicativo procura identificar contatos duplicados de modo que cada nome seja listado apenas uma vez. Ele também exibe as últimas atualizações publicadas por cada pessoa no Twitter e no Facebook.

6. Windows Store

A Microsoft seguiu o exemplo da Apple e de outras empresas e criou uma loja online de aplicativos para o Windows 8. Deve ser inaugurada no lançamento do sistema. Ela vai oferecer apps feitos para a nova interface Modern. Alguns serão gratuitos, enquanto outros terão preços entre 1,49 e 999 dólares.

Pelo que se sabe, os aplicativos não serão muitos no início. Essa escassez de apps vem sendo apontada como um dos principais pontos fracos do Windows 8. A Microsoft parece acreditar que, assim que o sistema estiver nas lojas, os desenvolvedores vão se mexer e criar muito mais aplicativos para ele.

7. Ligado na nuvem

A Microsoft foi pioneira ao oferecer o serviço de armazenamento na nuvem SkyDrive cinco anos atrás, muito antes do Google Drive e do iCloud. Agora, o SkyDrive passa a funcionar integrado ao Windows 8. Assim, os aplicativos podem armazenar arquivos nele. Além de ficar disponíveis no Windows, esses arquivos podem ser vistos no Mac OS X, no iOS e no Android por meio de apps ou do browser.

O usuário também pode usar a nuvem para sincronizar suas configurações pessoais entre diferentes PCs e tablets. Nesse caso, basta fazer o login e seu ambiente de trabalho será carregado.

8. Internet Explorer 10

O Internet Explorer 10, que estreia no Windows 8, tem duas versões. Uma delas, feita para a interface clássica (do Windows 7), é similar ao Internet Explorer 9. A outra segue o estilo da nova interface gráfica. Nela, o browser roda na tela inteira em vez de ficar numa janela móvel. Mas é também possível dividir a tela para vê-lo junto com outro aplicativo. O Internet Explorer da nova interface vem sendo descrito como um browser rápido e prático.

9. Desktop tradicional

É possível abrir a interface clássica do Windows 7 no Windows 8. Mas quem está acostumado com o Windows 7 vai estranhar a ausência do botão Iniciar. Na verdade, existe uma espécie de botão Iniciar invisível. Clicando-se no canto inferior esquerdo da tela, surge um menu similar ao Iniciar, com configurações do sistema, aplicativos, busca e outras opções.

10. Múltiplos monitores

O Windows 8 trabalha melhor que seus antecessores com múltiplos monitores de resoluções diferentes. Isso é interessante, por exemplo, para quem usa um notebook e costuma acoplar um monitor externo a ele em casa ou no escritório. O usuário pode, por exemplo, abrir a nova interface numa das telas e a área de trabalho tradicional na outra. Segundo a Microsoft, 15% das pessoas que usam um PC de mesa e 4% das que possuem um notebook empregam mais de um monitor.

Fonte: Exame.com | www.exame.abril.com.br

Tecnologia domina lista de marcas mais valiosas

quarta-feira, outubro 3rd, 2012

Das dez marcas consideradas pela Interbrand como as mais valorizadas do mundo, cinco são desse setor: Apple, Google, Microsoft, Intel e Samsung

WLADIMIR DANDRADE - O Estado de S.Paulo

O setor de tecnologia ocupa cinco das dez primeiras posições do ranking de marcas mais valiosas do mundo, elaborado pela consultoria Interbrand. A Apple teve valorização de 129% em relação ao ranking do ano passado, atingiu US$ 76,6 bilhões e pulou para o segundo lugar, atrás da Coca-Cola, cuja valorização foi de 8%, com a marca alcançando US$ 77,8 bilhões.

No setor de tecnologia, além da Apple, aparecem entre as dez primeiras colocadas o Google (4.º lugar, com US$ 69,7 bilhões), Microsoft (5.º, com US$ 57,8 bilhões), Intel (8.º, com US$ 39,4 bilhões) e Samsung (9.º, com US$ 32,9 bilhões). Nenhuma empresa brasileira conseguiu entrar para a lista das 100 melhores marcas internacionais, informou a consultoria.

A IBM ocupa a terceira colocação, com crescimento de 8% e valor estimado em US$ 75,5 bilhões, mas, no ranking, ela entra no setor chamado Serviços de Negócios. Completam a lista das dez principais a GE, em 6.º lugar, com US$ 43,7 bilhões e valorização de 2%; McDonald’s (7.º), com US$ 40,1 bilhões e valorização de 13%; e Toyota (10.º), com US$ 30,3 bilhões e valorização de 9%.

As marcas de tecnologia mantêm um forte ritmo de crescimento nos últimos anos, segundo a Interbrand. Quatro dos maiores aumentos de valor, do ranking de 2011 para o divulgado ontem, são de marcas ligadas a esse setor: Apple (129%), Amazon (46%), Samsung (40%) e Oracle (28%).

Para a Interbrand, a Apple conseguiu manter a ligação emocional dos consumidores com a marca após a morte do fundador da empresa, Steve Jobs. “Mesmo enfrentando uma competição crescente de rivais como Google e Samsung, a companhia continua demonstrando seu compromisso de proteger a marca Apple e sua propriedade intelectual”, diz a Interbrand.

No setor automobilístico, a empresa mais bem colocada é a japonesa Toyota, seguida, nos 11.º e 12.º lugares, pelas alemãs Mercedes-Benz (US$ 30,1 bilhões) e BMW (US$ 29 bilhões). Para a consultoria, “as marcas automotivas tornaram-se mais sintonizadas com a ligação emocional que os consumidores têm com seus carros” e, por isso, mostraram bom desempenho.

O mesmo não ocorreu com as marcas de serviços financeiros, que continuam a sentir o impacto da retração econômica global. “Eventos recentes, tais como o escândalo da Libor, mancharam a reputação das marcas líderes”, justifica a Interbrand. A American Express é a marca deste setor mais bem colocada, no 24.º lugar, com valor de US$ 15,7 bilhões.

Cerca de 2 mi de QR Codes são escaneados por mês no Brasil

sexta-feira, setembro 28th, 2012

A estimativa foi feita pela empresa especializada em soluções de códigos de barras para celulares ScanLife/ScanBuy Brasil

Teletime

Pesquisa estima que 8% dos brasileiros com smartphones utilizem a tecnologia

São Paulo - Os QR Codes, códigos de barras bidimensionais lidos por telefones celulares, estão sendo cada vez mais utilizados por publicitários e departamentos de marketing das empresas que desejam oferecer uma experiência maior ao usuário e medir o retorno que determinada ação produz sobre o consumidor.

Nos Estados Unidos, 20% das pessoas que possuem smartphone leram os QR Codes em abril, contra 14% em maio de 2011, segundo estudo divulgado pela comScore. Apesar de não ter sido feito um estudo no Brasil, o diretor da empresa especializada em soluções de códigos de barras para celulares ScanLife/ScanBuy Brasil, Nuno Gonçalves, acredita que esse número chegue a 8%.

“Estimamos que são escaneados 2 milhões de QR Codes por mês no País”, declarou durante seu workshop no Forum Mobile+ desta quarta-feira, 26, evento promovido pela Converge Comunicações, em São Paulo.

O executivo acredita que, apesar das pessoas estarem habilitadas com smartphones compatíveis para a leitura desses códigos no Brasil, ainda não há esse hábito recorrente como no resto do mundo.

“Acredito que as marcas ainda têm dificuldade em fazer as campanhas, não têm conteúdo digital etc, mas também é uma questão cultural”, explica Gonçalves, complementando que ainda assim a empresa está investindo na tecnologia em parceria com operadoras de celulares e com a mídia impressa.

Suecos investem para fazer do Brasil um polo de inovação

terça-feira, setembro 18th, 2012

Virgínia Silveira | Para o Valor, de Gotemburgo e Linköping, Suécia
Valor Econômico - 18/09/2012

Conhecidas pelo trabalho que desenvolvem para se manterem na vanguarda da tecnologia, empresas e instituições suecas de pesquisa e desenvolvimento querem replicar no Brasil o sistema de inovação aberta que ajudou a Suécia a conquistar as primeiras posições no ranking mundial entre as nações mais inovadoras. A Saab, uma das empresas que integra o projeto, já investiu US$ 15 milhões no Brasil e estima mais US$ 50 milhões para os próximos cinco anos.

No modelo de inovação aberta, laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de grandes empresas, universidades, institutos de tecnologia, empreendedores e investidores de capital de risco trabalham juntos nos parques de ciência e tecnologia instalados em pontos estratégicos, um ambiente propício à colaboração para a inovação, disse Bruno Rondani, diretor do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (Cisb) no Brasil.

Esse modelo começou a ser testado no Brasil há um ano, por meio do Cisb, que se apoia no tripé formado por universidade, empresa e governo. Os testes incluem o desenvolvimento de projetos na área de redes elétricas urbanas inteligentes e de biocombustíveis de segunda geração, visando a produção de polímeros verdes. São diversos setores beneficiados pelos projetos, que dependem da tecnologia para conquistar inovações. O Cisb foi fundado pela Saab e conta com 11 membros e 40 parceiros, entre suecos e brasileiros.

Um laboratório de alta tecnologia, por exemplo, inspirado em uma experiência bem-sucedida da sueca Saab, na África do Sul, será montado na Universidade do ABC com o objetivo de abrigar pesquisas sobre demandas complexas da sociedade, especialmente nas áreas de segurança e transporte.

Para incentivar a formação de pessoal especializado, a Saab, segundo o vice-presidente de tecnologia, Pontus de Laval, cofinanciou em parceria com o CNPq cem bolsas de estudos para o programa Ciência sem Fronteiras, com foco nas áreas de segurança e defesa. No total, o governo sueco ofereceu 1.800 bolsas para realizar projetos em diferentes áreas.

Para que os pesquisadores brasileiros possam interagir entre si, com a comunidade científica sueca e com os engenheiros da Saab, foi desenvolvido pelo Cisb e pela Saab um sistema que permite a colaboração entre todos os integrantes do projeto.

O matemático brasileiro Joni Amorim está se beneficiando dessa integração. Ele já está preparando as malas para iniciar um pós-doutorado de um ano na Suécia, em 2013. Doutor em engenharia da computação pela Unicamp, Amorim disse que terá oportunidade de desenvolver uma metodologia de treinamento em segurança cibernética, para ser aplicada no treinamento de civis e militares no Brasil, voltada para grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

Apoio inclui alianças com institutos, empresas e governo, e laboratório de alta tecnologia na Universidade do ABC

“A bolsa era de € 2.100, mas como o valor seria insuficiente para o custo de vida da Suécia, a Saab aumentou 100%”, disse Amorim. O pós-doutorado será na Universidade de Skövde, especializada em tecnologia da informação. O campus está integrado a um parque tecnológico, onde a Saab tem uma unidade para interagir com a área de pesquisa de interesse da empresa.

Além da Saab, oito empresas e instituições suecas de pesquisa e desenvolvimento participam do Cisb, como as montadoras de veículos Scania e Volvo; a Stora Enso, da área de papel e celulose; empresas de tecnologia, além do SP Technical Institute, Innventia, Chalmers-Frauhoferg, KTH (Royal Institute of Technology) e as universidades de Linköping e de Chalmers.

Por ser um país pequeno, a Suécia concentra seus projetos de inovação em soluções que visam negócios globais, disse Rondani, do Cisb no Brasil.

Laval, da Saab, disse que a empresa desenvolveu uma gama de radares de curto alcance (até um quilômetro), com aplicações diversas em segurança, gestão de tráfego e minas. A empresa investiu € 30 milhões no projeto do radar e agora procura um parceiro no Brasil que tenha interesse em adaptar essa tecnologia às necessidades locais, disse o executivo. A companhia já está trabalhando com uma empresa que fornece tecnologia para a Companhia Vale do Rio Doce e existe uma oportunidade de fazer o mesmo com a Petrobras, segundo Laval.

Na inovação aberta, os parceiros precisam estar dispostos a abrir seus planos e ideias aos demais. “Isso funciona bem com as universidades brasileiras, mas ainda vemos certa hesitação por parte das empresas e também alguns problemas com os órgãos públicos, devido à existência de lei mais rigorosa, em comparação com a Suécia”, disse ele, referindo-se às normas para pesquisa e desenvolvimento no Brasil.

Para o vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Scania, Lars Stenqvist, os projetos feitos em colaboração com diferentes empresas e universidades permitem um fluxo maior de conhecimento. “Nem sempre somos os melhores em determinadas áreas, e essa troca é extremamente rica.”

A Scania investe 550 milhões de coroas suecas por ano (US$ 83,5 milhões) em pesquisa e desenvolvimento e considera o Brasil seu maior mercado no mundo. “Nosso maior desafio é encontrar soluções para a redução do consumo de combustível e das emissões de gases”, disse.

A Scania desenvolve um projeto pelo sistema de inovação aberta na área de segurança do tráfego. Batizado de Safer, o projeto reúne 26 parceiros na Suécia, entre eles o Parque de Ciências de Lindholmen, em Gotemburgo, a empresa Autoliv e a Volvo. O objetivo é reduzir a zero o número de mortes e lesões graves nas estradas do país. “A combinação de pessoas da indústria, da academia e do setor público gera muitos resultados interessantes e valiosos”, disse Lotta Jakobsson, da Volvo Car Corporation.

“Estamos pensando em levar esse projeto para o Brasil. A Scania já ofereceu um caminhão equipado com sensores e medidores para analisar o comportamento do caminhoneiro nas estradas”, revelou o diretor de Engenharia da Scania, Lars-Henrik Jörnving.

A Universidade de São Paulo (USP) e o Centro Universitário da FEI, segundo ele, também deverão participar do projeto. “Queremos ampliar os campos de testes de veículos no Brasil, tendo em vista as particularidades do país em relação a umidade e calor”, afirmou Stenqvist.

A companhia trabalha também em cooperação com as Universidades de Estocolmo e de Linköping e com o instituto KTH nas área de testes, simulação de impacto e redução de ruído.

A repórter viajou a convite do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro

Especialistas discutem rumo da construção sustentável

sexta-feira, agosto 31st, 2012

imovelweb

3ª edição do GBC Brasil acontece de 11 a 13 de setembro. Além de palestras, haverá sessão técnica e exposição

Entre os temas de destaque das palestras estarão o uso de novas tecnologias e a apresentação da mais recente versão do Leed

São Paulo - O interesse do mundo pelas construções sustentáveis vem crescendo anualmente e, para que o Brasil acompanhe esse avanço tecnológico, a 3ª edição da Greenbuilding Brasil traz especialistas renomados para discutir o assunto no mercado nacional.

Entre os temas de destaque das palestras estarão o uso de novas tecnologias e a apresentação da mais recente versão do Leed, sistema de certificação mais reconhecido e utilizado em edificações sustentáveis de todo o mundo. O evento acontece de 11 a 13 de setembro, em São Paulo.

A grade traz destacados palestrantes nacionais e internacionais e é composta por um dia de sessões plenárias e por dois dias com sessões técnicas simultâneas.

Andrea Traber, diretora de Práticas Sustentáveis para as Américas, da DNV KEMA Energy & Sustaintability, ministrará a palestra com o tema “Smart Grid - Redes Eficientes de Geração e Distribuição de Energia Renovável”, com apresentação de cases bem sucedidos de comunidades com eliminação total do gasto de energia e do nível de emissão de poluentes.

O vice-presidente sênior do U.S. Green Building Council, Scot Horst, vem ao País para apresentar com exclusividade o Leed v4 (Leadership Energy & Environmental Design), a nova versão do selo de certificação e orientação ambiental de edificações concedido a projetos ambientalmente corretos.

Outras palestras nacionais e internacionais serão destaques, como “Pensamentos sobre Sustentabilidade – 1967 até semana passada”, ministrada por Michael Wurzel, sócio da Foster & Partners (Reino Unido), e “Caso Prático Internacional de Construção Sustentável”, com Chad Oppenheim, presidente da Oppenheim Architecture + Design (EUA).

Além da grade de palestras, a 3° Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo traz uma exposição com produtos e serviços de mais de 80 empresas voltadas à construção sustentável. Para quem quer conhecer na prática os benefícios e vantagens desse modelo de construção, o evento terá dois dias de visitas técnicas a espaços com certificação Leed.

Serviço
3ª Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo
Data: 11 a 13 de setembro de 2012
Local: Transamérica Expo Center - Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo/Sp
Horários: Conferência - 3ª a 5ª feira das 8h30 às 18h. Visitas Técnicas - 4ª e 5ª feira das 8h às 13h. Expo - 3ª a 5ª feira das 10h às 19h
Mais informações: www.expogbcbrasil.org.br

Venda mobile já é realidade para Pão de Açúcar, Netshoes e Hotéis.com

quinta-feira, agosto 30th, 2012

Cada vez mais marcas investem nas vendas via celular e tablet e buscam tecnologias para oferecerem aos consumidores experiências de qualidade e ganharem mercado

Por Leticia Muniz, do Mundo do Marketing | 30/08/2012

leticia.muniz@mundodomarketing.com.br

Para atenderem a demanda crescente de consumidores em busca de praticidade e ganharem mercado, marcas como Netshoes, Pão de Açúcar e Hotéis.com têm investido e obtido resultado em plataformas de venda mobile. As empresas se baseiam no aumento nos números de dispositivos no Brasil para acelerarem o processo de implementação das ferramentas.

Em outubro de 2011, a Netshoes lançou a sua loja mobile e já viu a demanda superar as expectativas. A previsão inicial era de que o segmento representasse 0,5% das vendas, porém, o volume já alcançou 2% e deve chegar a 4% nos próximos meses. Não há limites para as compras nesse tipo de dispositivo, já que a marca chegou a registrar a venda de uma bicicleta de R$ 8 mil por meio de um tablet. O ticket médio destas vendas atualmente supera o do site, representando 25% do total.

A loja virtual decidiu antecipar a criação da sua versão mobile pela popularização dos aparelhos. “Hoje o Brasil tem 58 milhões de smartphones e os planos de navegação pré-pagos ajudaram a revolucionar essa área e tornaram o processo mais rápido. Para nós essa é mais uma plataforma de relacionamento e um canal de vendas”, explica Renato Mendes, Gerente de Marketing para Assuntos Corporativos da Netshoes, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Qualidade de navegação
Para oferecerem uma experiência proveitosa para os compradores, as empresas precisam estar atentas para requisitos básicos, já conhecidos pela maioria, como qualidade de navegação, desenvolvimento de páginas específicas e as diferenças de perfil de quem acessa por cada um dos dispositivos.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a capacidade de atender o cliente em qualquer horário. “Precisamos pensar que quem acessa pelo celular ou tablet não tem muita paciência para perder tempo, principalmente pelo tamanho de tela, então é preciso entregar de cara o que ele quer. Outra ação que implantamos foi o atendimento telefônico 24 horas, para que a pessoa possa estabelecer contato sempre que precisar”, conta Renato Mendes.

Não é de hoje que marcas como a Hotéis.com vêm investindo nesse serviço. A empresa lançou em maio de 2011 um aplicativo para smartphones e tablets que permite fazer e consultar reservas de hotéis. Para a empresa, a alternativa vem sendo importante e servindo principalmente para os clientes que precisam do serviço em caráter de urgência ou que querem fazer extensões em suas hospedagens. A marca também faz parcerias com redes específicas para o cliente que utiliza os canais mobile.

Extreme Booking
Hoje, 70% do serviço é utilizado para reservas no mesmo dia. “O que percebemos é que esse é um perfil diferenciado de consumidor, que tem pressa. São pessoas que precisam viajar a trabalho ou que querem ficar mais um dia na cidade onde estão hospedadas”, conta Carolina Piber, Diretora de Marketing da Hoteis.com para a América Latina.

Além de ter necessidades urgentes, o comprador mobile também apresenta um perfil mais exigente e, por isso, as marcas que querem investir nesse segmento não podem errar, sobretudo no que diz respeito à qualidade de navegação. As páginas devem ser customizadas, oferecendo diretamente o que se precisa e evitando a necessidade de muitos cliques. Isso porque a baixa qualidade de navegação acaba fazendo com que o tempo de interação seja menor.

É preciso, em primeiro lugar, pensar no usuário. “É necessário ter consideração pelo cliente e oferecer qualidade em uma interface amigável. Os conteúdos não podem ser cansativos. O mercado está crescendo e a maioria das compras são de última hora”, diz Carolina Piber.

Comparação de preços
O mobile também é frequentemente usado pelo consumidor como uma ferramenta de comparação de preços. “Comumente as pessoas vão a uma loja física, experimentam um produto e depois, do próprio celular, acessam a loja virtual para fazerem uma comparação de preços. A compra fica facilitada porque a pessoa já experimentou o que queria, já viu na mão. É uma plataforma muito interessante”, pondera Renato Mendes, da Netshoes

Embora as marcas estejam experimentando um crescimento nas vendas mobile, ainda há diferentes impedimentos para o acesso. De acordo com dados do Ibope, 43% dos brasileiros não efetuam compras pelas plataformas mobile por conta do tamanho, enquanto 41% reclamam da baixa qualidade das imagens. No mercado americano, 89% das pessoas usam os aparelhos para pesquisas de preço enquanto estão dentro de uma loja física. Desses, 80% compram, enquanto 40% fazem comparações.

As barreiras, no entanto, não impedem as vendas de alimentos por meio do celular e do tablet. Há dois meses o Pão de Açúcar lançou uma vitrine mobile que possibilita efetuar compras pelo celular por meio da tecnologia QR code. O projeto foi criado no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo e traz uma estrutura em painéis que simula as gôndolas do supermercado. O cliente escolhe o que quer e recebe os produtos em casa.

O projeto inspirado na gigante inglesa Tesco, implantado na Coréia do Sul já aumentou as vendas mobile em 50%. “O projeto foi uma alternativa para aquelas pessoas que não podiam estar em uma loja física. O que quisemos foi expandir a nossa marca por meio da inovação. O número de uploads vem sendo crescente”, conta Andréa Dietrich, gerente de Marketing Digital do Grupo Pão de Açúcar.

O aplicativo também garante a praticidade para o consumidor oferecendo a alternativa de guardar as listas de compras já efetuadas. O direcionamento é para quem não dispõe de tempo suficiente para as compras do mês ou que precisam fazê-las no trânsito ou durante viagens de trabalho.

Desenvolvimento de tecnologias
Voltada para o mercado mobile, a Mundipagg atua desenvolvendo tecnologias e soluções para este segmento e atendendo redes varejistas. A companhia vem notando um crescimento importante no mercado mobile, mas ainda encontra dificuldades na expansão do setor principalmente por conta da baixa qualidade da internet móvel no país.

A expectativa é que o serviço seja expandido com a difusão do sistema 4G. “A expectativa é que isso dispare, porque a velocidade de conexão vai melhorar muito. A tendência é que cada vez mais as lojas vejam o celular como num canal diferenciado”, explica Fábio Barbosa, Sócio da Mundipagg.

As plataformas mobile podem atuar ainda como ferramentas de fidelização e recuperação de vendas. “Isso porque ela possibilita que, dentro de uma loja o cliente acesse outra pelo celular para comparar e fazer compras. É um mercado muito importante e as empresas que querem crescer têm que investir no Mobile”, pondera Fábio Barbosa ao Portal.

O crescimento do mercado mobile, com a penetração dos smartphones, que deve saltar dos atuais 14% para 50% nos próximos anos, apresenta um novo cenário: os aparelhos passam a atuar como uma “loja de bolso”. “O mobile payment já é uma realidade no Brasil. A principal vantagem é que as pessoas podem comparar preços com muito mais facilidade, além de poderem experimentar o produto em uma loja física antes de comprar, reduzindo o receio de usar apenas o digital. Hoje, a maioria dos e-commerces estão seguindo essa tendência para oferecerem a comodidade aos consumidores”, conta Marcelo Mastelo, Especialista em Marketing Digital e Sócio-diretor da F.biz, em entrevista ao Mundo do Marketing.

E-mail marketing representa até 30% das vendas na web

quinta-feira, agosto 23rd, 2012

Uma das ferramentas mais tradicionais usadas pelo comércio eletrônico, o e-mail marketing possui importância estratégica para empresas

Bruno Garcia, do Mundo do Marketing

Mesmo com o advento de novos meios para que marcas se comuniquem com seus públicos, o e-mail continua sendo um aliado importante

Rio de Janeiro - O e-mail marketing é uma ferramenta estratégica para empresas que vendem pela internet. Quando utilizado de maneira criteriosa e gerando relevância para os clientes, gera resultados que fazem a diferença no faturamento destas empresas.

Mesmo com o advento de novos meios para que marcas se comuniquem com seus públicos, o e-mail continua sendo um aliado importante. Em tempos onde Facebook e outras redes representam a “onda” do momento, o e-mail se mantém com resultados positivos. Mesmo com a overdose de mensagens, utilização inteligente faz a diferença.

Na ViajaNet, 30% das vendas são resultado direto das ações de e-mail marketing. O e-commerce focado em passagens áereas, hotéis e viagens possui uma base de dados com dois milhões de clientes cadastrados e as ações são segmentadas. Um consumidor que compra sempre passagens para uma determinada cidade receberá ofertas e promoções relacionadas a este destino.

A empresa tem o e-mail marketing como uma ferramenta fundamental e que está longe de se tornar uma tecnologia obsoleta. “O e-mail marketing é uma das ferramentas mais importantes que temos aqui. Mas ele só funciona se for relevante para o cliente”, explica Alex Todres, diretor da ViajaNet.

Gerando tráfego e vendas

No Mukirana, o e-mail marketing tem importância vital. Os disparos são feitos diariamente para cerca de 500 mil assinantes do site especializado em leilões virtuais. O resultado é positivo: das 400 mil visitas que a página recebe mensalmente, cerca de 22 mil vêm diretamente do e-mail. “Hoje o e-mail representa o quarto no ranking dos geradores de visitas em nosso site. Para o nosso modelo de negócios, é uma ferramenta fundamental”, diz Carlos Barros, sócio-fundador do Mukirana.

A saturação de mensagens preocupa, mas é algo que qualquer canal de comunicação com o cliente pode enfrentar se não for usado corretamente. Nas ações realizadas pelo Mukirana, o e-mail possui o menor índice de rejeição. “Como em qualquer outro canal, temos que buscar maneiras de tornar o e-mail sempre mais atrativo. A saída não é desistir dele, e sim, aprimorá-lo”, conta Barros.

Na Webfones, o e-mail marketing também é uma ferramenta de destaque para o tráfego diário. Os disparos são feitos de três a quatro vezes por semana, a partir de uma segmentação dentro da base de dados da empresa que hoje conta com cerca de 200 mil consumidores cadastrados. De 10 a 20% das visitas do site são geradas a partir do e-mail.

“Nossa expectativa é dobrar esta base de dados até o final deste ano. Decidimos diariamente o que será enviado e trabalhamos com estratégias segmentadas. Quem comprou recentemente um smartphone da marca X, receberá promoções e lançamentos de acessórios compatíveis. Isso aumenta muito a taxa de conversão”, diz o Sócio-fundador da loja especializada em celulares e acessórios, Guilherme Ribeiro.

Criatividade e boas práticas no e-mail marketing

Por ser um e-commerce segmentado, nem sempre a Webfones tem novidades ou promoções para enviar. Mas isso não é um problema. “Somos um e-commerce vertical. Não temos lançamentos todos os dias. Por isso é importante não estressar a base com envios excessivos. Para uma loja com o nosso perfil esta é a melhor estratégia”, completa Guilherme.

Na Giuliana Flores, e-commerce focado em flores, arranjos e outros itens decorativos, os disparos são quase que diários. A marca procura se diferenciar nesta comunicação trazendo novidades, promoções e até dicas e temas interessantes referentes aos produtos vendidos.

A empresa possui uma equipe trabalhando exclusivamente na criação e gerenciamento dos e-mails que são enviados. “Esse trabalho temático é importante para estimular o cliente a visitar o nosso site e fechar uma venda. Porém, o intuito é que seja sempre uma venda amigável. Por esta razão, o e-mail é sempre trabalhado de maneira criativa”, explica o Sócio-diretor da marca, Juliano Souza.

A loja possui mais de um milhão de pessoas cadastradas em seu banco de dados. Esta base é trabalhada de forma a atrair cada público de maneira diferenciada. Os clientes ativos chegam a 400 mil. O retorno do e-mail marketing justifica o empenho da empresa para produzi-lo: cerca de 15% das vendas mensais são geradas a partir da ferramenta e já foram registrados picos de 18%.

Saturação no envio de e-mails

Um dos pontos de discussão em relação ao uso do e-mail marketing é a quantidade de mensagens que as pessoas recebem diariamente. Mas esta saturação não preocupa estas empresas, pois o problema não está no e-mail em si e sim no seu uso sem critério, sendo apenas uma lista de produtos com desconto ou um simples boletim informativo.

As redes sociais representam um canal interessante de contato com o consumidor, mas ainda muito mais propenso a gerar engajamento e relacionamento com a marca do que visitação e vendas. “O que mais vemos na internet são pessoas que acham muita coisa, mas que não vivem o e-commerce de fato. O e-mail sempre terá a sua importância. As redes sociais ainda funcionam muito mais para engajamento do que para a venda efetiva, por isso, o e-mail marketing precisa ser bem trabalho. Do contrário, ele vai para a lixeira”, opina Juliano.

Relevância e foco no cliente são os elementos fundamentais para o sucesso de uma ação de e-mail marketing. Enquanto os consumidores receberem mensagens que tenham real importância para eles, apresentando itens e conteúdos que sejam do seu interesse, o e-mail continuará sendo uma boa ferramenta. “Em alguns modelos de negócio, o e-mail mantém o seu papel. O que não pode acontecer é o seu uso indiscriminado”, finaliza Alex Todres, do ViajaNet.

Imóvel de temporada já pode ser reservado e pago via web

quinta-feira, agosto 23rd, 2012

Site de anúncios implementa facilidade para proprietários e locadores; hóspede tem prazo para reclamar e pode contar com Suporte em caso de problemas
Julia Wiltgen, de Exame.com

Hóspede tem 24 horas para reclamar caso constate problemas ao chegar ao imóvel

São Paulo – Quem gosta de alugar imóveis por temporada nas férias e em feriados conta agora com uma nova facilidade. O site Agente Imóvel, que reúne ofertas de imóveis para aluguel, compra e temporada em 200 cidades brasileiras, lançou neste mês a possibilidade de reservar e pagar pelo aluguel de temporada online.

Embora o pagamento seja feito na hora, o dinheiro só é liberado para o locador do imóvel depois que o hóspede faz o check in. Já o proprietário, ao anunciar seu imóvel, pode optar por duas formas de receber o pagamento: 100% do valor 24 horas depois do check-in do hóspede ou apenas um percentual 24 horas depois do check-in do hóspede. Neste segundo caso, o locatário paga online apenas o percentual estipulado, como se fosse um sinal, e o restante acerta com o proprietário pessoalmente ao fazer o check-in.

Esse prazo possibilita ao hóspede reclamar caso haja algum problema com o imóvel. Se ao chegar o locatário constatar que a promessa não corresponde à realidade por qualquer motivo, o site o orienta a documentar tudo, inclusive com fotos, e entrar em contato com o Suporte ao Cliente dentro de 24 horas.

Após escolher o imóvel de sua preferência, o interessado deve aguardar a resposta do proprietário, que tem 24 horas para se manifestar. Se depois desse período o proprietário não tiver se manifestado, é possível entrar em contato com o Suporte para pedir ao site para entrar em contato com o anunciante, mas nada impede que o interessado busque e tente reservar outros imóveis, até obter uma resposta positiva.

Depois de confirmadas, as reservas podem ter suas datas alteradas sem custo, havendo cobrança extra ou reembolso, dependendo da alteração feita. Essas modificações também podem ser aceitas ou recusadas pelo proprietário em 24 horas. As condições de cancelamento por parte do locatário constam no e-mail de confirmação da reserva. Não pode haver cancelamento por parte do anunciante. Em caso de motivos de força maior, porém, o Agente Imóvel orienta o proprietário a entrar em contato com o Suporte para achar a solução.

Os anúncios de imóveis para temporada são gratuitos para o proprietário, e o site cobra 10% de comissão sobre o valor do aluguel a cada negócio fechado. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito, boleto bancário, PayPal ou transferência, e é possível parcelar. O site recomenda que todos os contatos entre proprietário e hóspede sejam feitos por meio das mensagens no site, a fim de que fique tudo documentado.

O Agente Imóvel também conta com seções para anúncios de imóveis para aluguel comum e venda. Normalmente são as imobiliárias que anunciam, mas nada impede um proprietário de anunciar diretamente. O anúncio com destaque por três meses custa 99 reais. Há ainda uma seção de notícias e estatísticas do mercado imobiliário brasileiro

Livro digital deve ganhar novo impulso no Brasil

segunda-feira, agosto 13th, 2012

Agência Estado

As projeções mais otimistas colocam a categoria como responsável por 10% do faturamento das vendas do setor em 2014

São Paulo - As apostas nos livros digitais estão em alta. Grandes livrarias e editoras acreditam que os e-books ganharão espaço no mercado nacional em 2012 e 2013. As projeções mais otimistas os colocam como responsáveis por 10% do faturamento das vendas do setor em 2014. O índice em 2011 foi 0,025%. A esperança está depositada na chegada de gigantes internacionais e na produção doméstica de tablets, que poderá baratear os aparelhos.

Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), há cerca de 10 mil títulos em formato digital no País. Desses, 5.235 foram lançados em 2011, conforme pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP). “A maior produção ocorreu no último período. Então, também deve haver um número significativo em 2012″, diz a presidente da CBL, Karine Pansa, que não arrisca projeções. A receita com vendas de e-books foi de R$ 868 mil.

A ideia de oferecer aparelhos de leitura para impulsionar a venda de conteúdo deu certo com a Amazon, nos Estados Unidos. Desde que o Kindle, e-reader da empresa, foi lançado, em 2007, os e-books vêm ganhando mercado. Em 2011, tinham 15%, ante 6% em 2010, conforme a Association of American Publishers.

Agora, a Amazon pretende entrar no Brasil. O início das operações está previsto para o último trimestre deste ano, mas já existem negociações com empresas locais, como as distribuidoras de e-books Xeriph, que reúne cerca de 200 editoras, e DLD, formada por sete. Comenta-se, porém, que há dificuldades para fechar acordos com a multinacional, que se recusaria a aceitar peculiaridades do mercado nacional, como a divisão de receitas. A companhia foi procurada pela reportagem, mas não se pronunciou.

Otimismo à parte, o e-book ainda não decolou no País, nem deve ameaçar o livro em papel no médio prazo. Em 2011, as vendas no formato físico subiram 7,2%, em relação a 2010. Os 469 milhões de exemplares comercializados geraram faturamento de R$ 4,83 bilhões. O preço de alguns e-books também não anima. Segundo Procópio, da CBL, falta política de precificação no País. “Tem livraria que cobra o mesmo preço do impresso. Outras, 50%, 70%.” Nos EUA, a versão digital custa de 30% a 40% menos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Celulares com web são 55% das vendas

sexta-feira, agosto 10th, 2012

Maior parte das vendas de aparelhos com acesso à internet ainda tem tecnologia intermediária, o webphone; smartphones são 12% do total
Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Os celulares com acesso à internet já são a maioria dos novos aparelhos vendidos no País. No primeiro semestre, segundo pesquisa da Nielsen, 55% dos telefones móveis vendidos permitiam navegação na web. Segundo Thiago Moreira, diretor de telecom da empresa, essa relação era de 49% no segundo semestre do ano passado.

Isso não quer dizer, porém, que a maioria das novas vendas se concentre em produtos de alto valor agregado, como o iPhone e o Samsung Galaxy S. Na verdade, embora as vendas de smartphones tenham mais do que dobrado nos 12 meses encerrados em 30 de junho, telefones que permitem o download de aplicativos e carregam sistemas operacionais como Android, iOS ou Windows só contribuem com 12% das vendas totais.

Para ter acesso à internet, o brasileiro se vê obrigado, por limitações de renda, a usar uma tecnologia intermediária, os chamados webphones. Esses aparelhos, que têm navegação na internet e acesso a e-mails e a redes sociais, representam 43% dos novos celulares vendidos no País.

Isso ocorre porque, como mais de 70% dos brasileiros têm linhas pré-pagas, só uma pequena parcela dos clientes pode ser fidelizada pelas operadoras com base no subsídio do aparelho. “Em mercados como o dos Estados Unidos, onde os smartphones já representam dois terços das vendas de novos celulares, o consumidor leva o aparelho quase de graça”, explica Moreira.

De qualquer forma, explica o especialista, o lançamento de planos de internet no pré-pago por preços próximos a R$ 15 por mês deverá dar ao consumidor ânimo de investir em um novo aparelho - seja um webphone ou um smartphone. “Acho que o consumidor chegou à conclusão de que não vale a pena ter mais um aparelho sem internet. Como nós financiamos o telefone, ele vê vantagem em pagar um pouco mais na parcela para ter um aparelho melhor”, diz Hilton Mendes, diretor de terminais e inovação da Telefônica/Vivo.

Em alta

Segundo operadoras e fabricantes, a participação dos webphones e smartphones nas vendas vêm crescendo mês a mês. A operadora TIM diz que 78% dos novos aparelhos que vende permitem o acesso à internet. A receita com aparelhos atingiu R$ 856 milhões no segundo trimestre, alta de 17% em relação ao mesmo período de 2011.

A queda nos preços dos smartphones pode incentivar o consumidor a deixar de comprar um webphone para ter acesso a um número muito maior de funções já incorporado aos smartphones “de entrada”, na opinião de Roberto Soboll, diretor de produtos de Telecom da coreana Samsung, líder de mercado no País. Ele afirma que o celular mais vendido em maio, segundo dados da GfK, foi o Galaxy Y, produto com o sistema Android que custa a partir de R$ 399 no varejo.

A LG também está ganhando mercado com produtos mais em conta. Depois de lançar smartphones de alto valor agregado no ano passado, a empresa democratizou sua linha com o L3, também equipado com o sistema operacional do Google, e com preço de varejo a partir de R$ 429. Também citando informações da GfK, a fabricante coreana diz que sua participação de mercado no Brasil em volume subiu de 6,7%, no primeiro trimestre de 2011, para atuais 15,5%.

Para a finlandesa Nokia, que viu sua posição mundial se enfraquecer ao demorar para embarcar na onda dos smartphones, o mercado de produtos de baixo custo é uma das saídas para reconquistar relevância. “Oferecemos soluções para incluir o público de orçamento limitado na internet pelo celular. Hoje, conseguimos entregar essa experiência (em webphones) por menos de R$ 200″, afirma Cesar Castro, executivo da Nokia.