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SP fará parceria privada para trens ligando 14 cidades à capital

quarta-feira, novembro 28th, 2012

FSP - DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O governo de São Paulo aprovou ontem uma PPP (Parceria Público Privada) para a construção de 432 km de linhas de trens de passageiros interligando 14 cidades à capital e aos aeroportos de Campinas e Guarulhos.

A PPP, a maior do Estado, segundo o vice-governador Guilherme Afif Domingos, está estimada em R$ 20 bilhões.

A previsão é que os primeiros trens operem em 2016 e as linhas fiquem completamente prontas em 2019, quando transportariam em média 250 mil passageiros por dia.

São duas as novas linhas: Sorocaba a Pindamonhangaba e Americana a Santos. Elas se cruzariam na estação Água Branca, na capital paulista.

A passagem entre São Paulo e Campinas ou São José dos Campos está estimada pelo estudo em R$ 18, mas pode chegar a R$ 15. Os trens andariam a 160 km/h, o que é considerado um trem regional –a viagem de Campinas à capital duraria 50 minutos.

A proposta foi apresentada ao governo pela EDLP (Estação da Luz Participações) e pelo banco BTG Pactual após um ano de estudo. A EDLP tem projetos na área de ferrovias em São Paulo; o BTG é um banco de investimento.

Ter o projeto aprovado não significa que a EDLP terá o direito de realizá-lo. A proposta agora passará por consulta pública e depois será licitada. Qualquer companhia pode participar da concorrência.

Pela proposta da EDLP/BTG, o governo entrará com 30% do investimento e o investidor privado, com 70%.

O vice-governador, que coordena as PPPs do Estado, disse que a previsão é fazer a licitação em 2014 e ter os primeiros trechos ligando o ABC à capital dois anos depois.

A proposta da EDLP/BTG foi apresentada como uma MIP (Manifestação de Interesse Privado). Nesses casos, o Estado recebe a ideia e analisa sua viabilidade. Ontem, o governo aprovou a proposta no seu conselho de análise de PPPs.

Afif lembrou que é a primeira vez que uma empresa fora do mercado de obras ou de venda de equipamentos apresenta uma MIP.

“O projeto está estruturado pela área financeira, o que o deixa isento de interesses de construtoras ou vendedores de equipamentos de fazer um negócio sem viabilidade para vender seus produtos.”

TREM-BALA

A União foi informado da PPP paulista de trens regionais, já que parte dos trechos coincide com os do projeto do trem-bala de São Paulo ao Rio (Campinas -São Paulo e São José dos Campos-São Paulo).

Mais de 1/3 dos recursos para o trem-bala virão de passageiros dessas ligações regionais, segundo estudos.

O governo federal concordou que os projetos não são concorrentes, pois o custo do trem-bala será mais que o dobro e a velocidade será bem maior, de até 350 km/h.

Parte das companhias interessadas já manifestou que trens regionais são essenciais ao projeto, já que captam passageiros para ligações de maior distância.

Com a PPP, o São Paulo deve paralisar o projeto, já anunciado, de fazer linhas ligando Jundiaí e Sorocaba à capital.

Construção segue transporte público

quinta-feira, fevereiro 23rd, 2012

Qui, 23 de Fevereiro de 2012 00:00 Mercado Imobiliário
DCI, Paula Cristina

Cidades como Osasco, Mauá e região do Vale do Paraíba, antes pouco explorada pelas grandes construtoras de empreendimentos comerciais e residenciais, agora começam a ganhar força como boa oportunidade de negócio. O motivo, segundo analistas de mercado, está na ampliação da infraestrutura nesses locais, com a perspectiva de ampliação da mobilidade urbana.

Foi de olho nesse crescimento exponencial que a Akamines Negócios Imobiliários, empresa cujo objeto é facilitar todo o trâmite burocrático na área imobiliária, apostou em dessas regiões como possibilidade de ampliar os negócios. “O Vale do Paraíba é uma região em expansão. Está geograficamente bem localizado e toma boa parte do eixo Rio-SP, com boa infraestrutura viária. E tem se tornando um polo industrial”, afirma Daniele Akamine, diretora da empresa e advogada especializada no ramo imobiliário.

Outro destaque vai para a área que envolve a região de São José dos Campos, perímetro que tem apontado cada vez mais como uma das grandes opções de empreendimentos no Vale do Paraíba. É, inclusive, um dos exemplos apresentados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon). “Muitas famílias acabam se mudando para a região em busca de uma melhor qualidade de vida”, complementa Daniele.

Ao acreditar no potencial e na demanda, a Akamine Negócios Imobiliários possui escritório em São Paulo, mas que também oferece o apoio do trâmite imobiliário para a cidade do interior paulista. “Enxergamos uma região em franca expansão e carente de profissionais com expertise no mercado imobiliário. Nosso objetivo é tornar o processo mais célebre, reduzindo o desgaste do cliente e gerando retorno mais rápido para a construtora”, como conclui a diretora.

Outra empresa que viu nos arredores de São Paulo uma possibilidade importante de crescimento foi a construtora Bella Par. A empresa, que nasceu em Minas Gerais, informa ter chegado agora em São Paulo, justamente através de empreendimentos nas cidades de Mauá e São Caetano do Sul. “Encontrar espaço para crescer em São Paulo é um desafio e tanto. Encontramos no ABC uma forma de crescer de maneira eficaz e perto, sem encontrar os mesmos problemas da cidade de São Paulo”, declarou Frederico Lucio Goés, presidente da Bella Par.

Na região de Mauá a empresa investiu em três torres residenciais, no centro da cidade, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 50 milhões. “Este foi apenas o primeiro empreendimento do grupo na região. A previsão é fechar mais dois complexos residenciais dessa forma, até 2013″, disse. Em São Caetano, a atração da empresa ficou por conta da proximidade com o metrô. “Vimos uma movimentação muito grande de pessoas que trabalham em São Paulo e procuraram residência no ABC, a melhor opção, pela proximidade com o Metrô, é São Caetano”, comentou o executivo.

Em Osasco, a chega do primeiro prédio comercial da Clavi Incorporações também obteve aceitação ampla do público. Com VGV de R$ 50 milhões e 216 unidades, o Clavi Campesina foi 100% vendido em um único final de semana. Vitório Paniccuci, sócio-diretor da Clavi Incorporações aponta que o sucesso da obra vem da junção do projeto adequado à realidade da cidade. “Considero a cidade de Osasco a região que tem demanda para este tipo de empreendimento e está se valorizando.”

De acordo com o executivo, esse novo conceito de prédio, mais enfocado em sustentabilidade, é uma das tendências, principalmente, para prédios comerciais. “o sucesso das vendas está baseado em um projeto bem elaborado, que prioriza o bem-estar e o meio ambiente, oferecendo aos usuários algo além de um local de trabalho”, comentou. O empreendimento comercial é certificado pelo selo Aqua (Alta Qualidade Ambiental). Esta é a política adotada pela incorporadora em seus projetos, já que tem como principal diferencial a preocupação com o meio ambiente.

Ações sustentáveis

Entre as ações sustentáveis estão seis elevadores inteligentes com antecipação de chamadas; bicicletário com vestiário, incentivando os usuários a irem trabalhar de bicicleta; fachada com vidros azuis e alumínio na cor natural, terraços em todas as unidades, infraestrutura completa para ar condicionado, cyber café no térreo, além de ter em cada pavimento um banheiro para portadores de necessidades especiais e ambiente específico para a classificação de resíduos.

Para o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Claudio Bernardes, o crescimento nessas regiões seguirá em ritmo acelerado este ano. “Falamos deregiões que cresceram a cima da média da cidade de São Paulo, muito pela falta de terrenos na capital, mas também pelas boas opções de negócios e clientes interessados que a região metropolitana apresenta”, comentou.

Quem partilha dessa opinião é Milton Bigucci, da construtora MBigucci, que vê um cenário positivo este ano para o ABC. “Estamos otimistas com o crescimento da construção civil na região este ano. As cidades de Diadema, São Caetano e São Bernardo, tem apresentado crescimento a cima da média, e mostra-se, muitas vezes, um melhor negócio do que um realizado na capital”.

Berrini vai ganhar corredor de ônibus

quinta-feira, fevereiro 3rd, 2011

Faixa exclusiva de 3 km e R$ 40 milhões ficará ao lado do canteiro central; expectativa é diminuir ‘conflitos’ com entra e sai de garagens
Renato Machado - O Estado de S.Paulo
A Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) vai construir um corredor de ônibus na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, zona sul de São Paulo. A faixa exclusiva para o transporte coletivo vai ser colocada ao lado do canteiro central, ocupando uma das três faixas da via. A previsão é que a obra seja entregue até o fim de 2012.

O novo corredor vai ter três quilômetros de extensão. A faixa exclusiva terá início na Luís Carlos Berrini (no final da Rua Funchal) e seguirá até o cruzamento da Avenida Roque Petroni Júnior - vai passar por um trecho de poucos metros da Chucri Zaidan. Haverá uma conversão na altura da Roque Petroni para fazer a interligação com o corredor de ônibus intermunicipal Diadema-Brooklin.

Serão investidos cerca de R$ 40 milhões. A estimativa da Secretaria dos Transportes é que pelo menos 33 linhas de ônibus utilizem o futuro corredor - quantidade que percorre atualmente a Berrini - e cerca de 150 mil passageiros serão transportados por dia.

O objetivo da Secretaria dos Transportes é acabar com os “conflitos” e disputa de espaço entre automóveis e ônibus. Atualmente, os veículos de transporte coletivo enfrentam congestionamentos e perdem muito tempo por causa da entrada e saída de carros nas garagens dos edifícios da Berrini. Mesmo com uma faixa de circulação a menos, a avaliação é que o trânsito ficaria mais organizado, melhorando a fluidez para os dois tipos de transporte.

“Um corredor na Berrini vai proporcionar um ordenamento melhor do trânsito, tanto para os ônibus quanto para os carros”, diz o engenheiro de Tráfego e mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (Poli-USP) Sérgio Ejzenberg. O especialista avalia que a retirada dos ônibus do lado direito vai melhorar a situação dos automóveis e da própria região, uma vez que as entradas dos prédios não terão mais pontos, com aglomeração de pessoas na frente, e os veículos poderão entrar mais facilmente nas garagens.

Ejzenberg, porém, acredita que a situação vai ser mais positiva para os ônibus, pois a posição das paradas poderão ser mais bem estudadas. “Hoje os pontos de ônibus estão colocados onde há espaço. Não é possível posicioná-los segundo um estudo de demanda. Por isso vai melhorar o desempenho dos ônibus, mas é preciso que o corredor tenha área de ultrapassagem.”

Os técnicos da São Paulo Transportes (SPTrans) ainda vão definir se haverá áreas de ultrapassagem. Uma das possibilidades é utilizar parte do canteiro central, que é largo - só não pode ser totalmente usado para esse fim porque há janelas de inspeção de córregos em determinados trechos.

Repercussão. Os motoristas que enfrentam diariamente os congestionamentos na Berrini temem que a situação piore com a perda de uma faixa de tráfego. “Com certeza vai melhorar a organização sem os ônibus do lado direito, o que vai dar uma agilidade maior para as outras duas faixas. Só tem de ver se não é muito carro para só duas faixas”, diz o administrador de empresas Fábio Mendes, de 29 anos.

Por sua vez, os passageiros dos ônibus se empolgaram com a faixa exclusiva. “No horário de pico perco uns 40 minutos desde a Juscelino (Avenida Juscelino Kubitschek) até o meu trabalho, na Rua Guararapes. Em grande parte é por causa das filas de ônibus e carros”, diz a publicitária Paula Baiadori, de 21 anos.

Rede de coletivos
10
corredores exclusivos de ônibus - nos quais os demais veículos não podem trafegar - existem atualmente na capital paulista

4
projetos de novos corredores foram anunciados neste ano: Radial Leste, Estrada de Itapecerica, Casa Verde e Berrini

66
quilômetros de novos corredores é a promessa da gestão Gilberto Kassab (DEM) até 2012. Os quatro projetos anunciados até agora somam cerca de 40 km