Posts Tagged ‘usados’

Preço sobe e venda de imóveis usados cai na cidade de SP

terça-feira, março 26th, 2013

FSP|DE SÃO PAULO

As vendas de imóveis usados caíram 4,61% em janeiro relação a dezembro na cidade de São Paulo, segundo pesquisa do Creci-SP ( Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo ) com 433 imobiliárias.

Os financiamentos concedidos pelos bancos responderam por 33% do total de casas e apartamentos usados vendidos, ante 40% em dezembro. O restante das vendas foi feito à vista.

Para o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, a queda nas vendas pode ser explicada pela sazonalidade e pela alta no preço dos imóveis, o que dificulta a obtenção de financiamento pelas famílias.

“Janeiro é mês de férias, quando baixa a demanda. Essa é uma equação difícil de equilibrar porque o preço dos imóveis sobe enquanto o número de famílias com renda mensal adequada às exigências do banco diminui, diminuindo, consequentemente, as vendas”, diz.

PREÇO EM ALTA

O valor médio do metro quadrado do imóvel usado na Capital aumentou 4,38% em relação a dezembro.

Os imóveis mais vendidos em janeiro foram os de preço final superior a R$ 200 mil, com 86% do total dos contratos.

Das unidades vendidas, 66,67% eram apartamentos e 33,33% eram casas.

Venda e preço de imóveis usados caem em 2012 em SP, diz Creci-SP

quinta-feira, fevereiro 28th, 2013

28/02/2013 - 11h15
FOLHA DE SÃO PAULO

As vendas de imóveis de imóveis usados caíram 15,6% em dezembro relação a novembro no Estado de São Paulo, segundo pesquisa do Creci-SP (associação estadual de corretores) com 1.386 imobiliárias de 37 cidades.

Com o resultado, no acumulado de 2012, o volume de imóveis usados vendidos no Estado recuou 19%.

Os preços médios dos imóveis vendidos também caíram no mês –queda de 2,18% em relação a novembro– e acumularam no ano redução de 14,9%.

“O ano foi de baixo crescimento, com o PIB devendo fechar pouco acima de 1%, as famílias ficaram mais endividadas, a inadimplência aumentou e a inflação subiu, e essa situação se refletiu no mercado de imóveis usados”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

DEZEMBRO
No último mês do ano, a queda nas vendas foi generalizada nas quatro regiões do Estado que compõem a pesquisa: 16,8% na capital, 10,1% no interior, 3,4% no litoral e 48% nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco.

Os imóveis mais vendidos no Estado foram os de valor superior a R$ 200 mil, com 50,1% dos contratos formalizados nas imobiliárias pesquisadas, ficando os de valor médio até R$ 200 mil com os restantes 49,9%.

Na média geral do Estado, as imobiliárias registraram descontos médios sobre os preços inicialmente pedidos pelos proprietários de 6,57% nos bairros de regiões periféricas, de 7,2% nos bairros centrais e de 8,48% nos bairros de áreas nobres.

Vendas de imóveis usados em SP crescem 10,31% em outubro

sexta-feira, dezembro 21st, 2012

Terra

As vendas de imóveis usados aumentaram 10,31% na cidade de São Paulo em outubro ante setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Crecisp). De janeiro a outubro, o volume de vendas é positivo em 11,11% ante o ano passado.

Do total de imóveis vendidos, 31,84% FORAM CASAS E 68,16% FORAM APARTAMENTOS. Os imóveis mais vendidos foram os de valor superior a R$ 200 mil, com 74,16% dos negócios.

A locação de imóveis residenciais também cresceu no período na capital paulista, subindo 11,61% em outubro ante o mês imediatamente anterior. No acumulado do ano a alta registrada é de 26,95%.

SP: imóveis usados reagem com alta de 16% após três meses de queda

quinta-feira, novembro 1st, 2012

Monitor Digital
01/11/2012 - 11:20:47

Share on orkutShare on twitterShare on facebookShare on emailMore Sharing Services1O mercado de imóveis usados interrompeu em agosto a seqüência de três meses de queda nas vendas no Estado de São Paulo ao registrar crescimento de 16% na comparação com julho. Houve reação também no mercado de locação residencial, que vinha com dois meses em queda e fechou agosto com expansão de 24,64% no número de casas e apartamentos alugados.

Pesquisa feita com 1.418 imobiliárias de 37 cidades do Estado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) registrou que o índice estadual de vendas evoluiu de 0,6013 em julho para 0,6975 em agosto. Essa alta de 16% é resultado do aumento de vendas em três das quatro regiões pesquisadas: na capital (+47,61%), no interior (+15,52%) e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (+7,38%). As vendas caíram 0,88% no litoral.

As imobiliárias pesquisadas alugaram em agosto 3.605 imóveis - com projeção de 25.773 imóveis alugados - , número que fez o índice estadual de locação crescer 24,64%, de 2,0398 em julho para 2,5423 em agosto. O número de novas locações teve alta expressiva no interior (+40,8%) e na capital (+32,05%) em agosto na comparação com julho, mas registrou queda no litoral (-9,62%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (-4,10%).

O bom desempenho das vendas e da locação no período impactou positivamente o Índice Estadual de Preços de Imóveis Usados Residenciais do Creci-SP. O índice Creci-SP registrou crescimento de 30,22% em relação a julho, com alta acumulada de 7,7% no ano. Foram computados no índice de agosto preços de venda e valores de locação de 4.130 imóveis pesquisados nas 37 cidades do Estado.

O balanço de janeiro a agosto da pesquisa Creci-SP mostra que o volume acumulado de imóveis usados negociados no Estado é negativo em 4,72%. O mercado de locação residencial acumula resultado positivo, de 22,71%.

- É sempre mais fácil alugar do que comprar um imóvel, mesmo sendo usado, o que explica os resultados diferenciados acumulados nesses dois mercados - afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

Ainda segundo ele, “o mercado de imóveis usados poderá reverter o resultado negativo nos próximos meses se parte do dinheiro extra que vai entrar na Economia se destinar à compra da casa própria”.

Esses recursos adicionais são os relativos a bônus de participação em resultados normalmente pagos pelas empresas nesta época, os ganhos em dissídios salariais de grandes categorias profissionais, como os bancários, e o 13º.

A pesquisa Creci-SP apurou que casas e apartamentos usados com valor final de venda superior a R$ 200 mil foram os mais vendidos no Estado de São Paulo em agosto, com participação de 58% no total de contratos formalizados nas 1.418 imobiliárias consultadas. Elas venderam mais apartamentos (53,79% do total) do que casas (46,21% do total).

A maioria das vendas em agosto foi feita por meio de financiamento bancário em três das quatro regiões que compõem a pesquisa Creci-SP. O maior percentual de imóveis vendidos dessa forma - 72,72% dos contratos - foi registrado nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. No interior, 70,23% dos imóveis vendidos estavam lastreados em crédito de bancos.

Na capital, as vendas de imóveis financiados representaram 50,63% do total. O litoral foi a única região em que as vendas à vista superaram as feitas com crédito de bancos, com 47,75% e 47,3% respectivamente.

Os bairros de regiões centrais das cidades pesquisadas foram os que concentraram a maioria das vendas de imóveis no interior (84,33% do total), no litoral (64,41%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (80,42%).

Casas e apartamentos com aluguel mensal de até R$ 800 representaram 50,48% do total de novas locações formalizadas em agosto nas 1.418 imobiliárias que responderam à pesquisa do Creci-SP nas 37 cidades pesquisadas. Elas alugaram 1.930 casas, o equivalente a 53,56% do total, e 1.674 apartamentos, correspondente a 46,44% das locações.

A pesquisa Creci-SP constatou que 63,94% das locações efetivadas em agosto tinham o fiador como garantidor dos pagamentos em caso de inadimplência dos inquilinos, mas essa preferência se distribuiu de forma diferenciada pelas quatro regiões que integram a pesquisa. O fiador esteve presente em 42,99% dos contratos na capital, em 87,21% no interior, em 43,16% no litoral e em 47,08% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.

O número de inquilinos inadimplentes aumentou 1,33%, passando de 3,75% do total de contratos em julho para 3,8% em agosto. As imobiliárias receberam de volta de inquilinos que tinham contrato em vigor 2.042 casas e apartamentos, número equivalente a 56,57% do total de novas locações.

Os bairros localizados em regiões centrais das cidades continuam sendo os preferidos dos novos inquilinos. Em agosto, pertenciam à região central 80,48% dos imóveis alugados no interior; no litoral, eles eram 76,84%, percentual que foi de 75% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.

A pesquisa Creci-SP foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.

ENTREVISTA-BR Brokers quer dobrar participação de imóveis usados em 5 anos

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

REUTERS
Por Vivian Pereira

SÃO PAULO, 19 Out (Reuters) - De olho em um segmento ainda muito fragmentado mas com forte potencial para avançar, o grupo imobiliário Brasil Brokers espera mais que dobrar a participação dos imóveis usados nas vendas da companhia em até cinco anos.

“O mercado secundário é a bola da vez do setor de corretagem”, disse à Reuters o presidente-executivo da BR Brokers, Sergio Freire. “Existe uma grande oportunidade de consolidação desse mercado.”

A empresa de intermediação e consultoria imobiliária, que disputa com a Lopes a liderança do segmento em imóveis novos, ainda tem uma participação pequena no mercado secundário que, segundo o executivo, é três vezes maior que o de lançamentos. “É um mercado muito fragmentado, que ninguém conseguiu consolidar.”

Hoje, a BR Brokers tem 15 por cento de suas vendas vindas do segmento de usados. “A meta é em quatro ou cinco anos ter um terço das vendas no mercado secundário… Já estamos bem consolidados no primário (de imóveis novos) e estrategicamente nosso foco está em aumentar penetração no secundário.”

No segundo trimestre, as vendas contratadas da companhia somaram 4,6 bilhões de reais, sendo que a comercialização de usados cresceu 18 por cento ano a ano.

Para mais que dobrar essa fatia, uma das apostas da BR Brokers está na aquisição de imobiliárias menores. “Como não existe uma empresa com participação relevante, tenho que comprar várias pequenas, mas temos que ser seletivos”, assinalou Freire.

No fim de agosto, a empresa comprou 55 por cento da Libório Imóveis, em Jundiaí, no interior de São Paulo e, segundo o executivo, outras aquisições estão previstas ainda em 2012. “Temos espaço para mais aquisições este ano, temos memorandos de entendimento assinados”, disse ele.

A estratégia para avançar em usados prevê ainda a abertura de novas lojas e investimento em vendas online e em franquias.
VENDAS MENORES NO 3o TRI

O cenário mais desafiador para o mercado imobiliário, que vem persistindo desde o início de 2012, ainda se refletiu no desempenho do terceiro trimestre, segundo Freire, que projeta uma maior recuperação para os últimos três meses de 2012.

“Com menos lançamentos, as vendas foram menores… As vendas este ano estão mais difíceis pelo esforço para vender estoques.”

O executivo ressaltou, contudo, que “a demanda existe e o acesso a financiamento está tranquilo, mas o consumidor está mais seletivo”.

“O segundo semestre ainda não se mostrou melhor que o primeiro, mas vai ser, principalmente no quarto trimestre que sazonalmente é o mais forte do ano… Existe uma recuperação natural”, concluiu.

Mercado de imóveis usados em SP começa a rever preços

terça-feira, agosto 21st, 2012

Desde abril, valor do metro quadrado já caiu até 3,3% em algumas regiões
21 de agosto de 2012 |

Hugo Passarelli, do Economia & Negócios
O Estado de São Paulo

SÃO PAULO - O mercado de imóveis usados da cidade de São Paulo já revê alguns preços para baixo. Além dos saldões pontuais, observados desde o ano passado, o movimento agora aparece na queda dos índices de preço do setor. É o caso da região Água Branca-Sumaré, na zona oeste da capital, onde o valor do metro quadrado recuou 3,3% de abril a julho, para R$ 6.578, de acordo com o FipeZap.

Os consumidores, contam diretores de imobiliárias, estão menos dispostos a aceitar os preços ofertados. Com demanda menor, os corretores estão tendo de convencer os vendedores que, às vezes, os valores pedidos podem estar um tanto fora da realidade.

“Os preços estão muito altos em relação ao poder aquisitivo das pessoas”, afirma Sueli Pacheco, diretora da imobiliária Pacheco, com atuação focada na zona oeste. Há cerca de dois meses, a empresa passou a oferecer uma TV de 32 polegadas para quem adquirir um imóvel acima de R$ 600 mil. “Não é o que vai decidir a compra, mas é um atrativo de marketing”, afirma Sueli.

Segundo Sueli, as vendas na região estão lentas. Sem detalhar nominalmente, ela afirma que já negociou descontos para conseguir fechar um negócio. Já houve casos de apartamentos cujos preços passaram de R$ 750 mil para 700 mil (-7,1%), afirma Sueli. Ou de casas, antes ofertadas a R$ 2 milhões, que foram negociadas a R$ 1,7 milhão (-17,6%). Ela projeta, contudo, uma melhora no ânimo do consumidor assim que o ritmo de crescimento da economia acelerar.

Na unidade Perdizes da imobiliária Lello, o clima é mais otimista. A gerente de vendas, Juliana Carmo, acredita na retomada do mercado em breve, após uma “paradeira” desde o fim do ano passado. Nos últimos tempos, a equipe da empresa se mobilizou para ampliar o leque de ofertas. Segundo ela, dobrou o ritmo de captações (imóveis que entram para o portfólio da empresa), de 70 para 150 novos empreendimentos por mês. Com mais ofertas, ela explica, aumentam as chances de fisgar o consumidor.

Pela cidade, há outros bairros com comportamento mais estável ou de baixa de preços. Na região Congonhas-Jardim Aeroporto, por exemplo, o preço tem oscilado desde abril e entre altas e baixas, hoje está 0,4% mais barato - de R$ 6.265 o metro quadrado em abril contra R$ 6.238 no mês passado. No Sacomã, a desvalorização é de 0,98% no mesmo período. Em julho, o metro quadrado ficou em R$ 4.625.

Índice

O índice FipeZap pesquisa o preço de imóveis novos e usados, com exceção de lançamentos, em seis capitais do País e no Distrito Federal. Na próxima divulgação da pesquisa, referente ao desempenho de agosto, o índice pode apresentar nova desaceleração na comparação em 12 meses. Em julho, a alta nessa análise foi de 17,1%, a 11º vez seguida em que perdeu força.

“Parte da demanda já foi absorvida. Acabou? Claro que não”, afirma Bruno Vivanco, vice-diretor comercial da Abyara Brokers. “O que vem acontecendo, contudo, é que algumas empresas têm feito promoções. A pessoa que está pensando a comprar, então, pisa o pé no freio”, completa.

“Até meio do ano passado, toda a cidade vivia esse boom (de preços). Agora me parece que você tem uma situação mais equilibrada, de maior normalidade até, onde alguns bairros ou regiões têm uma velocidade de venda maior e outros, não”, afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap. Ele ressalva que é preciso tomar cuidado com a análise. “Precisamos ficar atentos se esse movimento começar a se espalhar, o que pode indicar que o mercado está virando. Mas não é o caso agora”, diz.

Cautela

Nesse cenário, o comprador pode encontrar boas ofertas, mas é preciso cautela na análise das oportunidades de negócios. “Se o consumidor (dessas regiões) não está conseguindo comprar, há alguma coisa acontecendo, os preços e a quantidade ofertados podem não estar atrativos”, afirma Zylberstajn.

Brasileiro compra mais imóvel usado

segunda-feira, dezembro 12th, 2011

Ana D”Angelo e Vânia Cristino
Correio Braziliense - 12/12/2011
A preferência por unidades novas ainda é minoria no volume emprestado pelos bancos, mas tem aumentado desde 2002

A maioria dos imóveis financiados no Brasil é de usados. Na Caixa Econômica Federal, eles representam 52% do total, enquanto os novos ficam com 48%. Embora sejam a minoria, o percentual das unidades recém-construídas no bolo dos financiamentos bancários tem aumentado. Em 2002, elas correspondiam a 36% do volume concedido.

Os brasileiros têm financiado imóveis bem mais caros. Entre 2003 e 2011, o valor médio dos imóveis adquiridos com a linha de crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo(SBPE) saltou de R$ 78 mil para R$ 179 mil, uma elevação de 177,5%. Nos financiamentos com recursos do FGTS, esse preço médio subiu de R$ 37 mil para
R$ 89 mil, 143% a mais.

Para o vice-presidente de Governo da Caixa, José Urbano Duarte, não é só a disparada dos preços dos imóveis que explica essa alta significativa em oito anos. “Além da melhoria da renda e do emprego, as facilidades do crédito, com redução das taxas de juros, aumento do percentual que pode ser financiado e maiores prazos, permitiram às pessoas adquirirem apartamentos ou casas maiores e melhores”, afirma. O valor médio financiado, que pode chegar a 100% do imóvel, é de R$ 135 mil no caso das linhas da poupança e de R$ 65 mil para as do FGTS.

De casamento marcado, a auxiliar administrativa Mariana Lais Fernandes, 24 anos, optou por comprar um imóvel já pronto. Mas isso só foi possível por causa da facilidade de obter crédito. “Não conseguiria comprar à vista”, diz. A cerimônia será realizada só em 2013, mas ela não quis correr riscos. “Fiquei com medo de comprar na planta e ter dificuldades na entrega”, explica. Ela financiou o apartamento em 30 anos, mas pretende quitá-lo em 10. “Depois disso, quero comprar outro imóvel.”

Atrasos
A preocupação de Mariana com a entrega é o problema que muitos consumidores enfrentam ao adquirir imóvel na planta. Pelo menos 30% dos empreendimentos estão com as obras atrasadas no país e não serão entregues no prazo contratado, conforme números da Câmara Brasileira da Construção Civil (Cbic). Em São Paulo, o Ministério Público firmou termo de compromisso com as empresas do setor para incluírem, nos contratos, a previsão de pagamento de multa e de valor equivalente ao aluguel, se o comprador for locatário, em caso de atraso, que ultrapasse o prazo de tolerância previsto. É comum as construtoras fixarem uma data de entrega, mas estipularem um período adicional, sem qualquer ônus para elas — em geral, de 90, 120 ou 180 dias — , para disponibilizarem as chaves.

“O problema agora está maior porque, com o “boom” da construção, muitas empresas pegaram obras acima da sua capacidade”, admitiu o presidente da Cbic, Paulo Simão. Para evitar aborrecimentos que podem, inclusive, culminar com a não entrega da unidade e a falência da construtora, o consumidor precisa se cercar de cuidados. “É preciso saber mais sobre a empresa e seu histórico”, diz o advogado Tiago Antolini, especialista em direito habitacional. Ele aconselha também verificar a situação do terreno e do projeto perante o governo local.

Direito assegurado
O Judiciário tem assegurado os direitos dos consumidores e concedido indenização mensal em caso de descumprimento do prazo de entrega pelas construtoras, além de proibir a cobrança de uma série de encargos que são devidos somente a partir das chaves, como taxa de condomínio. Em decisão em 11 de maio deste ano, a Primeira Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) estabeleceu que o cliente tem direito à indenização, equivalente a 0,5% do valor do imóvel, a partir do terceiro mês de atraso até a data efetiva de entrega das chaves. Ela admitiu como prazo de tolerância, sem ônus para a construtora, apenas dois meses, necessários para obtenção de habite-se perante o governo local

Preços de imóveis usados voltam a crescer

quarta-feira, outubro 19th, 2011

Após queda durante dois meses, em São Paulo, preços de imóveis usados voltam a crescer

imovelweb
A variação média foi 36,44% em relação a junho, maior percentual desde setembro do ano passado. As vendas de casas e apartamentos foram 13,53% maiores que as de junho

São Paulo - Depois de dois meses de queda, os preços dos imóveis usados e do aluguel residencial deram um salto em julho no Estado de São Paulo. A variação média foi 36,44% em relação a junho, maior percentual desde setembro do ano passado. As vendas de casas e apartamentos foram 13,53% maiores que as de junho e a locação de imóveis residenciais cresceu 26,06%.

Os números foram apurados em pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Crecisp) com 1.478 imobiliárias de 37 cidades, incluída a Capital. Os valores levantados mensalmente compõem o índice estadual de preços de imóveis usados e aluguéis residenciais (IEPI-UR/Crecisp), cuja variação, em julho, foi de 36,44%.

“Compradores e locatários aproveitaram as férias para fechar negócio e mudar de imóvel, o que pressionou o conjunto dos preços”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Crecisp. “Mas essa pressão não tem origem apenas em decisões pontuais, ela é, na verdade, decorrente do déficit histórico de moradias do Estado e do País”, acrescenta. Só este ano, até julho, o índice Crecisp acumula alta de 36,7%.

As 1.478 imobiliárias consultadas alugaram em julho 3.057 imóveis, o que fez o índice de locação evoluir de 1,6407 em junho para 2,0683 em julho. Essa alta de 26,06% no número de casas e apartamentos alugados reflete o bom desempenho da locação nas quatro regiões que compõem a pesquisa estadual do CRECISP: Capital (+ 40,6% na comparação com junho), Interior (+17,24%), Litoral (+ 27,48%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 22,94%).

Os aluguéis de até R$800,00 predominaram em três das quatro regiões: Interior (58,66% do total de novas locações), Litoral (58,24%) e a região formada pelas cidades do A, B, C, D mais Guarulhos e Osasco (61,38%). Na Capital, aluguéis de até R$1.200,00 responderam por 52,86% das locações de julho.

Casas foram mais alugadas (1.659) que apartamentos (1.398) e o fiador continuou sendo a forma preferencial de se dar garantia ao dono do imóvel em caso de inadimplência do inquilino. A pesquisa CRECISP constatou que ele esteve presente em 82,15% dos contratos formalizados no Interior, em 50% dos contratos do Litoral, em 48,3% na Capital e em 44,58% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.

O maior valor de aluguel encontrado pela pesquisa Crecisp em julho foi de R$ 12 mil por apartamentos de quatro dormitórios, na região central de Bertioga. O menor valor de um aluguel - R$150, foi o de casa de um dormitório em bairros periféricos de Araraquara.

Lopes mira aquisições e imóveis usados para crescer

terça-feira, setembro 13th, 2011

Empresa quer continuar comprando imobiliárias menores para expandir suas atividades, repetindo a mesma tática feita nos últimos 12 meses

Vivian Pereira, da REUTERS

São Paulo - Inexplorado e pulverizado, o mercado de imóveis usados foi eleito pela Lopes como gatilho para impulsionar o crescimento do maior grupo imobiliário do país.

O mercado de imóveis secundários, que costumava ter participação “marginal” nos negócios da empresa, segundo o vice-presidente financeiro, Marcello Leone, hoje responde por 22 por cento das operações do grupo, volume que pode chegar a ocupar espaço de igual para igual com os empreendimento novos, no longo prazo.

“É possível crescer muito mais nos próximos anos em (imóveis) usados do que em novos. É uma oportunidade clara para voltar a ter um crescimento mais forte”, disse ele à Reuters.

A estratégia traçada pela Lopes para consolidar esse segmento, formado em grande parte por empresas de pequeno parte, é a mesma que vem sendo adotada nos últimos 12 meses, período em que a companhia adquiriu 12 imobiliárias menores.

“Vamos continuar fazendo aquisições nesse e no próximo ano, é uma estratégia contínua”, afirmou Leone, assinalando que o foco será mantido nas regiões Sul e Sudeste e no Distrito Federal. O executivo descartou, entretanto, movimentos para ingressar em mercados onde a empresa ainda não atua nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.

Em 2011 até agora, a Lopes realizou cinco aquisições, sendo duas em São Paulo, uma em Minas Gerais, uma em Brasília e uma no Paraná.

Além de um oportunidade pouco explorada, a entrada no segmento de usados representa uma forma de equilibrar as operações do grupo, ficando menos vulnerável a uma eventual flutuação de lançamento e demanda por unidades novas, de acordo com o executivo.

“Grande parte (das aquisições) vai estar focada no mercado secundário e naturalmente essa fatia vai começar a crescer. Como o mercado é muito pulverizado, existe uma oportunidade muito grande de consolidação”, acrescentou.

Para apoiar tais movimentos, Leone considera a situação financeira da companhia “tranquila”, dispensando a necessidade de capitalização para cumprir o plano traçado.

“Temos fôlego muito grande para aquisição e estamos tranquilos porque geramos muito caixa”, disse ele, que aposta nas aquisições como forma de se manter na liderança “facilmente”.

No segundo trimestre, a Lopes apurou fluxo de caixa de operações de 48,2 milhões de reais, contra 17 milhões no período anterior.

Demanda segue aquecida

Ainda que discussões sobre a valorização de imóveis residenciais sejam cada vez mais frequentes em diversas esferas da economia, Leone garante não ter havido retração na demanda. Nem mesmo em decorrência do cenário de crise nos Estados Unidos e na Europa e das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo brasileiro desde o final de 2010.

“Quando há algum choque econômico o setor imobiliário sempre sente. Mas, apesar das turbulências, o crédito continua amplamente disponível e, enquanto estiver assim, continuamos tendo uma ótima performance de vendas”, disse ele.

“Os imóveis passaram muito tempo com valor defasado e os preços ficaram dez anos sem subir. Hoje, a tendência é de acomodação (de preços), o que é favorável considerando a demanda muito forte que ainda existe”.

 

UOL Casa e Imóvies notícias: Imóveis usados na capital paulista valorizam 11 vezes mais que inflação

quinta-feira, novembro 4th, 2010
SÃO PAULO – Os preços dos imóveis usados na cidade de São Paulo aumentaram 39,64% entre janeiro e setembro deste ano, o que representa uma valorização 11 vezes maior do que a inflação do período, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Creci-SP.
“Esse número mostra o potencial de valorização dos imóveis e a oportunidade de se fazer bons investimentos no setor”, afirmou o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, acrescentando que essa tendência deve se manter. “Enquanto houver maior demanda que oferta, e nós temos em São Paulo um deficit estimado em 1,5 milhão de moradias, os preços tenderão a subir, independentemente das flutuações mensais nas operações de compra e venda”.
Considerando somente o mês de setembro, os preços dos imóveis caíram 5,81%.
O levantamento mostra também que 286 casas e apartamentos usados foram vendidos no mês retrasado na capital paulista, levando o índice de vendas a fechar em 0,5386. O número é 19,71% superior ao de agosto.
Imóveis acima de R$ 200 mil são preferidos
Os imóveis de valor superior a R$ 200 mil tiveram a preferência dos compradores, ao registrar 54,01% das vendas em setembro. Já na faixa de preço inferior a R$ 200 mil, os mais procurados foram os de R$ 161 mil a R$ 180 mil, conforme mostra a tabela a seguir:
Valor do imóvel (R$)
Percentual
até 40 mil
0,36%
de 41 a 60 mil
nulo
de 61 a 80 mil
1,46%
de 81 a 100 mil
8,03%
de 101 a 120 mil
4,74%
de 121 a 140 mil
8,03%
de 141 a 160 mil
5,47%
de 161 a 180 mil
9,12%
de 181 a 200 mil
8,76%
acima de 200 mil
54,01%
Fonte: Creci-SP
A maioria das vendas foi realizada com financiamento, sendo 34,27% delas por meio da Caixa Econômica Federal e 18,53% por outros bancos. Já as vendas à vista representaram 44,06% e as negociações diretamente com o proprietário, 3,15%. Não houve vendas por meio de consórcio em setembro.
O Creci-SP aponta ainda que as imobiliárias pesquisadas comercializaram mais apartamentos (59,09%) do que casas (40,91%).
http://casaeimoveis.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2010/11/03/imoveis-usados-na-capital-paulista-valorizam-11-vezes-mais-que-inflacao.jhtm