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Imóveis em liquidação

quarta-feira, dezembro 5th, 2012

Por Sérgio Tauhata | De São Paulo
Valor Econômico - 05/12/2012

Se há bolha ou não, o fato é que nenhum estouro ocorreu até agora. Os preços dos imóveis continuam a subir, embora em ritmo mais compatível com o da inflação. Mas, mesmo nesse cenário ainda ligeiramente aquecido, os consumidores conseguem comprar um apartamento ou uma casa nova com até 30% de desconto. Contradição? Nada disso. Tampouco se trata do início de uma queda generalizada. A freada na forte valorização ocorrida nos últimos anos é que fez vir à tona novamente os “saldões” e as vendas promocionais.

Hoje, além das liquidações pontuais, os descontos do setor assumem formas variadas. Entre as mais recentes estão os chamados “outlets” imobiliários, que funcionam de modo semelhante aos clubes de compras on-line. Os portais exibem por um tempo determinado, em geral até 60 dias, lançamentos com preços em média 5% a 10% menores, mas que podem chegar a ficar até 30% abaixo da tabela.

A mágica do preço menor passa pelo estoque das incorporadoras. Unidades não vendidas ou devolvidas geram custo, como condomínio, impostos e taxas, para as companhias. Por isso, as empresas, em geral, oferecem bons descontos para repassar o mais rápido possível essas casas, apartamentos ou escritórios. Esse encalhe dos lançamentos fornece a matéria-prima dos outlets. Do outro lado, para as incorporadoras, os portais se tornam vitrines das promoções, uma espécie de saldão mais discreto do estoque de imóveis.

Existem no país quatro serviços desse tipo, quase todos abertos há poucos meses, com exceção do PromoImoveis, lançado em 2011. RealtOn e Homes4Less surgiram neste ano, enquanto o ImoveisOutlet foi anunciado, mas ainda não está no ar. “Temos parceria com dez incorporadoras, que acharam uma excelente ideia para fazer com que o estoque delas baixasse”, afirma o sócio-fundador da Homes4Less, José Luis Ribas. No modelo de negócios, a remuneração vem da comissão, entre 4% e 6% sobre o valor das vendas. As ferramentas virtuais oferecem imóveis de quase todas as faixas de preços, de R$ 200 mil a R$ 4 milhões. No entanto, a maior busca tem sido por propriedades entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. “A maior parte do meu público tem buscado imóveis acima de R$ 500 mil. Mas, cada vez mais, estou com busca por casas e apartamentos acima de R$ 1 milhão”, diz Ribas.

Os descontos, porém, não são uniformes. Os mais agressivos são raros e os negócios, em geral, fechados com preços até 10% menores. O comerciante Baltazar Lisboa, de 42 anos, tem frequentado assiduamente os outlets imobiliários, mas ainda não encontrou a oferta dos seus sonhos. “Achei muito interessante os serviços. Mas tem de garimpar para encontrar uma ótima oportunidade. Para mim, o ideal seria ganhar 20%. Não tenho pressa. Vou continuar procurando”, afirma.

Melhor sorte teve o empresário Antonio Scagtino, 38 anos, que encontrou, por meio de um outlet virtual, uma oportunidade. “Já estava procurando há três meses um imóvel na faixa de 60 a 80 metros quadrados. Até que finalmente achei na RealtOn um apartamento que já tinha visitado antes, mas com 25% de desconto.”

O empresário adquiriu a propriedade de dois quartos e uma suíte no Panamby, na zona Sul de São Paulo, para locação. Scatigno já pensa em outras aquisições. “Tenho interesse de comprar outros imóveis para investimento. Tem lugares que vão valorizar ainda, como bairros mais afastados”, avalia.

O CEO da RealtOn, Rogério Santos, vê os investidores como principal público dos serviços virtuais. “Hoje, 60% dos nossos clientes são pessoas que procuram bons negócios para investir.” Segundo o executivo, a média dos descontos conseguidos é de 15%. Os preços mais baixos têm sido um chamariz eficiente: com menos de um ano de funcionamento, o serviço já efetuou 400 vendas pelo site e por telefone, de acordo com dados da empresa.

Os preços muito baixos, no entanto, podem esconder características às vezes indesejadas. “Coberturas, uma localização na face sul, no primeiro andar. São unidades mais difíceis de comercializar e tendem a ganhar descontos maiores”, explica Ribas, da Homes4Less.

Os melhores preços dependem da localização, do perfil do imóvel, do tempo em que a unidade está em estoque e da forma de pagamento - quem tem dinheiro para pagar à vista consegue mais vantagens. Propriedades de alto padrão, como apartamentos de quatro ou mais dormitórios, são apontados pelos especialistas como aqueles com maior potencial de atingir preços mais baixos.

Se o objetivo é investimento, não basta conseguir um bom desconto na compra. É necessário analisar se o imóvel tem um potencial de valorização capaz de dar um retorno atraente ao investidor. Como em todo investimento, não basta comprar “barato”. É preciso conseguir vender “caro” para ter um bom lucro.

Valorização do mercado imobiliário paulistano chegou a 12%

quinta-feira, setembro 27th, 2012

InfoMoney

SÃO PAULO - A capital paulista já alcançou uma valorização anual de 12%, conforme apontou a pesquisa Barômetro do Mercado Imobiliário, do portal Agente Imóvel, baseada na avaliação de 150 mil imóveis em toda a cidade de São Paulo. O preço médio do metro quadrado, considerando toda a capital é de R$ 6.199.

Entre janeiro e agosto deste ano o aumento do metro quadrado já atingiu um crescimento de 8,8%. “Desde os últimos três anos a valorização subiu mais de 100% então a tendência agora é de queda”, avalia Johan Jonsson, sócio fundador do Agente Imóvel, instituição responsável pela pesquisa.

Mais valorizados O preço médio do metro quadrado dos imóveis nos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo pode chegar a R$ 13.177. Este valor representa o que é cobrado por um imóvel na Chácara Itaim, por exemplo.

De acordo com a pesquisa Barômetro do Mercado Imobiliário, feito pela Agente Imóvel, entre os bairros mais valorizados da capital, a Vila Clementino é a que possui o menor valor, de R$ 7.395. Veja quais são os bairros mais caros da capital paulista:

Bairro Preço médio por metro quadrado

*Agente Imóvel

Chácara Itaim

R$ 13.177

Jardim Europa

R$ 12.469

Vila Nova Conceição

R$ 11.973

Jardim América

R$ 10.865

Vila Uberabinha

R$ 9.310

Itaim Bibi

R$ 9.278

Jardim Paulista

R$ 8.675

Vila Olímpia

R$ 8.586

Cerqueira César

R$ 8.525

Moema

R$ 8.347

Consolação

R$ 8.224

Cidade Monções

R$ 8.220

Paraíso

R$ 7.935

Pinheiros

R$ 7.830

Indianópolis

R$ 7.817

Brooklin Novo

R$ 7.576

Campo Belo

R$ 7.525

Vila Mariana

R$ 7.477

Brooklin Paulista

R$ 7.401

Vila Clementino

R$ 7.395

Metro quadrado por região

Segundo a pesquisa, em relação às regiões da cidade de São Paulo, a zona Oeste tem o maior preço médio do metro quadrado, chegando a R$ 6.874.

Em seguida, aparecem as zona Central que tem o metro quadrado a R$ 6.474. Na sequência, aparece o metro quadrado da zona Norte, que custa R$ 6.058, e o da zona Sul, que é de R$ 5.303. Por fim, aparece a zona Leste com o metro quadrado mais barato entre todas as regiões da cidade, de R$ 4.161.

Monotrilho anima donos de imóveis na zona leste de SP

terça-feira, setembro 11th, 2012

Radar Imobiliário
Claudio Marques

GUSTAVO COLTRI

O sistema de monotrilhos somente deve começar a operar em São Paulo no fim de 2013, mas já agita o mercado imobiliário das regiões cortadas pelas vias onde os trens passarão. Na Vila Prudente, nem as obras de extensão da linha 2-Verde do metrô e seus transtornos sobre a Avenida Professor Luís Inácio Anhaia Mello reduzem a expectativa de valorização por parte dos proprietários residenciais.

A extensão adotará o monotrilho e a primeira fase do projeto ligará a estação Vila Prudente do metrô à futura estação Oratório, em fase adiantada de construção no canteiro central da Anhaia Melo. Hoje, porém, quem passa por lá sofre com a falta de mobilidade.

“O sentimento agora é negativo, por causa do trânsito mais intenso e da sujeira – parte da avenida está interditada. Mas vai ser muito positivo”, diz o síndico João Zanetti, no comando de um residencial em frente às pilastras do futuro monotrilho.

Não há, segundo ele, apartamentos disponíveis nas três torres do condomínio: “O fato de haver a intenção de construir o monotrilho atrai muita gente para cá”. Zanetti acredita que o meio de transporte possa atenuar os congestionamentos crônicos na região.

As obras começam às 7h e seguem até as 19h, mas os ruídos não destoam do habitualmente gerado pelo movimento dos carros na avenida – as vigas de sustentação dos trens, pré-moldadas, são instaladas à noite. Uma quadra mais distante, no condomínio onde Celso Casassola, de 47 anos, é síndico, as intervenções mal podem ser ouvidas.

Casassola ocupou o apartamento, a 150 metros a futura estação Oratório, há um ano e oito meses, depois de fugir do barulho de uma escola de samba ao lado de seu antigo imóvel. Antes de adquirir o novo bem, ele buscou informações sobre o monotrilho e se diz confiante.

“A frenagem poderia ter ruídos fortes, mas o sistema de pneus nos trens minimiza esse problema”, diz. O monotrilho gera 65 decibéis – 30 menos do que o ocasionado por um ônibus urbano convencional.

O síndico também tem a expectativa de valorização total de até 25% em seu imóvel até o fim da intervenção, no ano que vem. “Meu apartamento foi avaliado em R$ 610 mil há um ano e oito meses. Hoje, temos um de 127 metros quadrados sendo vendido por R$ 750 mil”, conta.

O preço do metro quadrado dos lançamentos na Vila Prudente no primeiro semestre de 2012 é de R$ 6.098,36, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Nos seis meses imediatamente anteriores, a metragem estava avaliada, em média, em R$ 5.004,05.

Novos ares. Desde agosto de 2010, quando a estação Vila Prudente foi inaugurada, os bairros do entorno onde hoje o monotrilho está sendo instalado estão em renovação. Até julho, a região recebeu 19 empreendimentos, com 32 torres e unidades de dois e três dormitórios.

Consultor imobiliário da Lello Imóveis na região, Marcelo Oliveira Barreto vê potenciais de valorização especialmente nas áreas próximas à Anhaia Melo. Para a avenida, recheada de lojas de revenda de automóveis, ele é menos otimista, contudo.

“Há mais um ano e meio de obra pela frente. Hoje, as pessoas estão com dificuldades de alugar prédios comerciais.” As travas de mobilidade explicariam o movimento do mercado.
Para o corretor Roberto Rodrigues, da Ebenezer Imóveis, as mudanças devem continuar após o término das obras: “Vão construir prédios nos terrenos dessas lojas”.

O transporte, explica Rodrigues, vem sendo aceito bem nas áreas periféricas – a previsão é da conclusão da linha em 2016, em Cidade Tiradentes. “Mais para cá (Vila Prudente), ainda há um pouco de medo de que fique parecido com o Expresso Tiradentes. Lá existe um pessoal que fica escondido atrás das colunas para roubar quem passa.”

Imóveis em áreas verdes estimulam comprador a pagar mais

segunda-feira, agosto 13th, 2012

Buscando qualidade de vida, as pessoas estão dispostas a pagar mais caro para morar em áreas arborizadas

imovelweb
São Paulo - A vida agitada, vivenciada principalmente por aqueles que residem em grandes centros urbanos, é um fator que dificulta o contato das pessoas com a natureza. A falta de tempo para visitar um parque ou jardim botânico acaba diminuindo o convívio com as áreas verdes, que são tão favoráveis para o bem estar físico e mental.

Um estudo da multinacional sueca Husqvarna, divulgado através do Global Garden Report, constatou que as pessoas preferem morar em regiões arborizadas, buscando mais qualidade de vida. A pesquisa foi realizada com mais de 3.500 pessoas de sete países, entre moradores e especialistas.

Revelou-se que 63% dos entrevistados estavam dispostos a pagar mais por um apartamento ou casa se ele fosse localizado em uma região com boas áreas verdes, em comparação, por exemplo, aos 34% dispostos a investir em áreas onde se possa fazer boas compras e aos 33% dos entrevistados que preferem áreas com boa programação cultural.

Segundo Graziela Lourensoni, Gerente de Marketing e Produtos da Husqvarna, a aposta em áreas verdes é uma tendência mundial, além de um ótimo investimento. “Manter ambientes verdes, dentro e fora de casa, enriquecem o imóvel tornando-o mais atraente ao comprador. Este mesmo estudo, realizado no ano passado, apontou que a residência com um jardim bem cuidado, seja ele amplo ou até mesmo vertical, valoriza o imóvel em até 16%”, destaca.

Preço dos imóveis está 19% mais caro

segunda-feira, junho 11th, 2012

BAND.COM.BR

A expansão do setor vai na contramão de dezenas de outros países, como Portugal e Espanha, afetados pela crise financeira internacional

Em maio os imóveis brasileiros tiveram a menor alta mensal de toda a série histórica (0,9%)Divulgação/ Arquivo
Do Metro SPnoticias@band.com.br

Mesmo com a economia mostrando sinais de desaceleração no início do ano, a grande oferta de crédito fez o Brasil ficar entre os países com as taxas mais elevadas de valorização dos imóveis em todo o mundo.

Um levantamento da Global Property Guide, consultoria que orienta investidores, mostra que o país só ficou atrás da Índia no quesito preço de casas e apartamentos.

A pesquisa comparou dados do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado e considerou os mercados de 36 nações. O Brasil e a Índia foram os únicos onde a valorização de preços superou a casa dos dois dígitos (18,70% por aqui e 24,41% para os imóveis indianos).

A expansão do setor vai na contramão de dezenas de outros países, como Portugal e Espanha, afetados pela crise financeira internacional. E a tendência é de manutenção do crescimento.

O relatório da Global Property Guide mostra que a valorização dos imóveis também ocorreu na comparação entre o primeiro trimeste deste ano e o último de 2011 (2,57%). Outros levantamentos, no entanto, começam a mostrar uma desaceleração.

Segundo o índice FipeZap, em maio, os imóveis brasileiros tiveram a menor alta mensal de toda a série histórica (0,9%). O índice começou a ser calculado em seis cidades e no Distrito Federal em 2010. Por conta disso, analistas mais pessimistas temem que o Brasil sofra as consequências do estouro de uma “bolha imobiliária”.

Para o professor Samy Dana, da Escola de Economia da FVG (Fundação Getúlio Vargas) isso deve ocorrer até a Copa do Mundo, em 2014. “Muitas pessoas têm comprado imóveis esperando que eles valorizem até lá. Mas eu não creio que seja um bom investimento”, opina.

O especialista aconselha pequenos investidores a avaliarem outras alternativas de aplicação, como os títulos do tesouro direto. Para quem planeja comprar a casa própria, o melhor é economizar e fazer as contas. O financiamento pode ser uma boa opção, mas, em muitos casos, outros investimentos geram juros capazes de cobrir o aluguel.

Preço dos imóveis ficará estável neste ano, avaliam empresários

quarta-feira, junho 6th, 2012

O Estado de S. Paulo

Representantes do setor, como o superintendente da Caixa Paulo Galli, dizem que aumento do crédito fez crescer demanda

Os preços dos imóveis deverão permanecer estáveis em 2012, segundo avaliação do superintende regional da Caixa Econômica Federal em São Paulo, Paulo Galli. De acordo com ele, nos últimos anos, houve uma recuperação do valor dos imóveis, o que deve fazer com que as próximas altas venham num ritmo mais moderado.
“Há uma tendência de estabilização dos preços. Logicamente que em algumas áreas da cidade haverá uma valorização maior”, afirmou Galli.
Na avaliação do superintendente da Caixa, o aumento dos preços dos imóveis nos últimos anos foi consequência do crescimento da demanda, impulsionado principalmente pelo aumento do crédito do setor. “Com o aumento do crédito nos anos anteriores, os preços voltaram para a realidade”, disse Galli durante almoço de confraternização com os vencedores do prêmio Top Imobiliário que é promovido pelo Grupo Estado.
O prêmio está na 19.ª edição e reconhece personalidades e empresas do setor imobiliário que se destacaram no desenvolvimento dos seus negócios. “Esse é um prêmio já consolidado num setor que é muito importante para o crescimento do País”, afirmou Fabio Costa, diretor executivo de mercado anunciante do Grupo Estado. “O setor imobiliário abrange vários tipos de negócio, serve como um termômetro da nossa economia”, disse.
Neste ano, entre as empresas vencedoras, estão a PDG Realty, na categoria Incorporadoras; a MRV, entre as construtoras; e a Lopes, na categoria Vendedoras. Ernesto Zarzur, presidente da EZTec, foi o vencedor na categoria Personalidade do Ano.
Demanda. Mesmo com a previsão de estabilização dos preços, os executivos do setor apostam que a demanda por imóveis deve aumentar nos próximos trimestres. Essa expectativa é impulsionada sobretudo pela redução dos juros para o financiamento imobiliário. “O mercado está mais seletivo, mas continua com ótimas oportunidades que a gente vai procurar explorar cada vez mais”, diz Otávio Flores, diretor de Negócio da Gafisa.
Para Leandro Caramel, da Habitcasa, os próximos trimestres devem apresentar uma aceleração na venda de imóveis.
“Os próximos trimestres devem ter uma subida e vão começar a responder positivamente para essa divulgação em massa do financiamento imobiliário”, afirmou.
Portabilidade. Na avaliação de Galli, da Caixa, o que pode ajudar a impulsionar o setor é uso mais frequente da portabilidade no crédito imobiliário. Com a redução dos juros para o financiamento do setor, o consumidor ganhou mais poder de barganha para buscar taxas melhores nos bancos.
“O mercado de portabilidade ainda não está tão quente, mas eu acredito que a portabilidade vai começar a ser uma prática de mercado cada vez mais comum”, afirmou Galli.

Guarulhos se destaca na região metropolitana

quarta-feira, maio 30th, 2012

Radar Imobiliário - Estadão.com.br
Claudio Marques

Segunda cidade mais populosa do Estado, Guarulhos é o principal mercado da Grande São Paulo após a capital. A cidade concentrou 24,2% das 73.447 unidades lançadas na região metropolitana (excetuando São Paulo) de novembro de 2009 a abril de 2012. Seus 17,7 mil imóveis representam alta de 43% em relação aos 30 meses anteriores.

“A valorização por lá foi muito grande, especialmente das unidades compactas”, diz o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia. O município é dominado por unidades de dois dormitórios (12.072), e seu preço médio de metro quadrado útil está avaliado em R$ 3,2 mil – a metragem em São Paulo custa R$ 5,6 mil.

A MRV Engenharia, focada no mercado econômico, lançou por lá 2,5 mil unidades em cinco empreendimentos desde novembro de 2009. “Guarulhos tem renda, gente e ainda tem terrenos. Temos mais um para lançar com 700 unidades. Chama-se Santa Mônica, em Bom Sucesso”, diz o diretor comercial da empresa na região, Sérgio Paulo Amaral.

Retrofit resgata estruturas deterioradas e valoriza imóveis

segunda-feira, maio 28th, 2012

O retrofit vai muito além de meras reformas pontuais na fachada das construções
PrimaPagina Especial para o Terra

Por baixo da aparência estragada e das instalações defeituosas de um prédio velho ou de uma casa antiga, pode-se esconder um pequeno tesouro. Para descobri-lo, não basta um retoque aqui ou ali, mas sim uma intervenção profunda. A técnica que resgata a riqueza de estruturas deterioradas é chamada de retrofit.

Basicamente, trata-se de uma restauração, mas este termo é aplicado a edifícios tombados e “retrofit”, não, segundo o arquiteto Henock de Almeida, diretor da AC Arquitetura e Consultoria, do Rio de Janeiro. Essa última prática é “o processo de modernização tecnológica e estética de edifícios feitos em outra época e que envelheceram”, segundo Almeida, e inclui até mudanças na fachada. No restauro, por sua vez, é obrigatório preservar as características originais da construção.

Alterações abrangentes

Ao contrário de uma reforma, o retrofit não envolve melhorias pontuais, mas mudanças mais abrangentes. Frequentemente inclui aplicação de tecnologias novas, como renovação de elevadores ou de ar-condicionado, o que leva a uma melhor performance energética da construção. O arquiteto Juca Pires, sócio do escritório paulistano Pires Giovanetti Guardia, lembra que, no Brasil, “o comum era demolir para fazer de novo, mas adequar passou a ser interessante, até mesmo do ponto de vista cultural, quando há qualidades arquitetônicas que justifiquem a ação”.

O mais comum é o retrofit ser aplicado para mudar a função de um empreendimento – por exemplo, um edifício residencial que passa a ter uso comercial. Pires, no entanto, afirma a transformação para uso residencial está aumentando, e destaca o pioneirismo do Rio de Janeiro. “A valorização imobiliária da zona sul da cidade tem levado ao uso dessa técnica para aumentar o tamanho dos apartamentos e incorporar facilidades”, destaca.

Em prédios residenciais, é preciso obedecer à convenção de condomínio, pois em alguns casos exige-se aprovação unânime para a obra, e, em outros, apenas o consentimento da maioria. Como toda intervenção trabalhosa, o retrofit causa incômodos, mas valoriza o imóvel, destaca Pires. “Trabalhei em obras que tiveram impacto grande no preço do imóvel, com melhorias de fachadas e estruturas.”

Um trabalho que Pires está desenvolvendo no Rio de Janeiro dá uma ideia da dimensão que pode ter oretrofit. O projeto ocorre em um casarão antigo que já foi a casa de um importante político do século XIX, depois virou um tradicional colégio e serviu de sede para uma construtora, que faliu e deixou o imóvel abandonado. Agora, o imóvel está sendo incorporado a um empreendimento residencial, e, após a intervenção, terá espaços comuns e 16 lofts.

Não por acaso, Pires afirma que o retrofit “é muito importante urbanisticamente”.

Bolsa estuda índice para fundo imobiliário

terça-feira, abril 24th, 2012

Crescimento do volume negociado e do número de investidores leva BM&FBovespa a preparar indicador para servir de termômetro desse mercado
Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios

SÃO PAULO - O “boom” imobiliário dos últimos anos não se deu somente na economia real. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o mercado de fundos imobiliários atraiu tantos investidores e novas ofertas que a BM&FBovespa estuda lançar um índice com as cotas desses fundos, para servir de referência do desempenho dessa aplicação.

“É uma demanda que captamos do mercado. Estamos em processo de estudo, de elaboração desse índice”, disse o gerente de produtos imobiliários da BM&FBovespa, Paulo Cirulli. Ele lembrou que, nos últimos dois anos, a Bolsa tem participado dos principais fóruns do mercado imobiliário. “Além das discussões com o mercado, precisamos fazer um levantamento histórico para desenvolver a metodologia a ser utilizada, para que o índice seja apresentado de forma consistente. É justamente nessa fase que estamos”, comentou. Segundo Cirulli, não há data para o lançamento, mas a bolsa espera que nos próximos meses possa trazer a novidade ao mercado.

O momento é propício para o fomento do produto por meio de um índice. Em busca de novas formas de captação de recursos, foram muitos os projetos que fizeram ofertas de cotas. Em março de 2011, eram 49 fundos imobiliários negociados em bolsa, número que cresceu 43%, para 70 fundos, no fechamento de março deste ano.

O volume negociado também evoluiu, de R$ 64,9 milhões em março do ano passado, para R$ 179,3 milhões no mesmo mês em 2012. Em fevereiro, bateu o recorde de R$ 309 milhões negociados, valor superior até mesmo ao de volume de compras de títulos públicos do Tesouro Direto no mesmo mês (R$ 286 milhões).

“Hoje, 8,7% dos nossos clientes investem em fundos imobiliários, o que representa um crescimento de 74% nos últimos seis meses”, afirmou o diretor da Rico (home broker da Octo Investimentos), Ricardo da Costa de Moraes Filho. “Foi uma combinação de fatores que impulsionou o mercado: estabilidade econômica, busca de alternativas mais rentáveis para compensar a queda do juro na renda fixa, crescimento do mercado imobiliário e o histórico do brasileiro de gostar de investir em ativos reais”, resume.

Para adquirir a cota de um fundo imobiliário basta comprá-la por meio de uma corretora ou na própria plataforma online dessas empresas, chamado o home broker. O fundo investe em projetos imobiliários, seja na construção de algum empreendimento ou na administração de shopping centers. A grande vantagem, dizem especialistas, é que a aplicação permite uma previsibilidade de retorno do investimento. Todo mês o cotista recebe os rendimentos do fundo, vindos do aluguel dos imóveis, em sua conta. Além disso, ainda há a valorização da cota que pode ocorrer com o tempo.

“Outro ponto que pesou no aumento do interesse é a isenção de Imposto de Renda nos rendimentos mensais para a pessoa física”, disse a gerente de investimentos imobiliários da Rio Bravo, Anita Spichler Scal. Sobre a valorização da cota há IR de 20% cobrado na venda do fundo. A Rio Bravo hoje administra 26 fundos, dos quais oito são listados em bolsa. Anita conta que a base de cotistas é bem pulverizada: varia de 800 a 2 mil pessoas por fundo.

O rendimento, que tem chamado a atenção dos investidores, varia conforme o fundo, mas a gerente da Rio Bravo conta que, entre os fundos corporativos mais rentáveis, que recebem aluguel de lojas comerciais, o retorno com os pagamentos mensais chegou a 12% ao ano. O valor já é livre da taxa de administração, que varia de 0,5% a 1%.

A vantagem, disse Moraes Filho, é a diversificação de carteira que os fundos imobiliários permitem com um valor muito inferior do que seria comprar imóveis. No mercado secundário, as cotas são negociadas em geral a partir de R$ 100. “Além disso, se o investidor precisar de dinheiro, pode vender apenas uma parte da carteira. No imóvel não há fracionamento.”

A expectativa é de que este mercado ainda cresça, pois é pequeno se comparado ao de outras bolsas. O patrimônio líquidos dos fundos imobiliários da BM&FBovespa soma aproximadamente R$ 13 bilhões. Nos EUA, são aproximadamente US$ 300 bilhões.

“Se pudesse, compraria uma cota por mês”

O boca a boca ainda costuma funcionar na divulgação dos investimentos. Foi por meio de um colega de trabalho que já aplicava em fundos imobiliários, que o engenheiro Felipe Nascimento Silva, de 24 anos, tomou conhecimento da modalidade. “Ele estava descrevendo opções de investimentos de baixo risco mais interessantes que a poupança, em uma das nossas conversas sobre finanças”, lembra.

Felipe comprou duas cotas em novembro do ano passado e garante que elas têm lhe rendido cerca de 1% ao mês nos pagamentos mensais. “Outro fator que achei super interessante foi investir em um mercado que atualmente não apresenta ‘desvalorização’ e os valores de aluguel estão aumentando”, diz. Antes, o engenheiro só aplicava em investimentos tradicionais: poupança, CDB e fundos de renda fixa.

Na Bolsa da Valores, também houve ganhos. A cota do fundo imobiliário do Shopping Higienópolis, que em novembro valia R$ 404, atualmente está em R$ 620. A do fundo Água Branca passou de R$ 306 para R$ 385. O investidor não comprou mais cotas desde a primeira aplicação porque está poupando dinheiro para um negócio próprio, mas ainda mantém o interesse. “Caso contrário, estaria comprando uma cota por mês”, diz.

Fundos imobiliários de hospitais disparam na bolsa

quinta-feira, fevereiro 16th, 2012

Suposta venda dos hospitais da Criança e Nossa Senhora de Lourdes traz otimismo aos investidores e pode resolver imbróglio do atraso e da renegociação de aluguéis

João Sandrini, de Exame.com

São Paulo – As quotas dos fundos imobiliários dos hospitais da Criança (HCRI) e Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11) negociadas na BM&FBovespa disparam nesta quarta-feira com a notícia de que a rede D’Or pode comprar as duas instituições. Segundo reportagem publicada pelo jornal Valor, os hospitais, que pertencem ao mesmo controlador, serão negociados por cerca de 300 milhões de reais. Em nota oficial, o grupo Nossa Senhora de Lourdes negou que a venda tenha sido fechada. Às 16h07, as quotas do fundo Nossa Senhora de Lourdes subiam 12,23% enquanto o Hospital da Criança avançava 14,13%.

Os investidores receberam com otimismo a possível mudança de controle, que poderia acabar com um imbróglio que envolve atrasos e renegociação dos contratos de aluguel das duas instituições. Há alguns anos, o grupo Nossa Senhora de Lourdes vendeu aos quotistas dos fundos imobiliários os imóveis que ocupavam e fecharam contratos de aluguel de longo prazo, tornando-se o inquilino das propriedades.

O dinheiro foi utilizado pelo grupo Nossa Senhora de Lourdes para a expansão dos hospitais. Os negócios, entretanto, não geraram o rendimento esperado. Há alguns meses, os hospitais começaram a atrasar os aluguéis e também tentaram renegociar os valores estabelecidos em contrato. A disputa foi parar na Justiça. No mês passado, a Brazilian Mortgages, administradora do fundo, entrou com uma ação de despejo do Hospital da Criança.

Remover um hospital de um imóvel, entretanto, é um processo bastante desgastante. É por isso que especialistas acreditam que imóveis de fundo social não são os mais indicados para a constituição de fundos imobiliários. “Nunca mais um fundo imobiliário de hospitais atrairá investidores devido a esses dois eventos”, diz Sérgio Belleza, um dos consultores mais antigos do setor.

Pocurada, a Brazilian Mortgages informou que, até o momento, não há novidades sobre a regularização dos contratos de aluguel do fundo. Um detalhe do negócio que ajuda a trazer otimismo ao mercado é que tanto o possível novo inquilino, a rede D’Or, quanto o administrador do fundo que possui o imóvel, a Brazilian Mortgages, têm o banco de investimentos BTG Pactual como sócio.